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Mário Ferreira suspeito de usar offshores para fraude fiscal de seis milhões de euros

Mário Ferreira suspeito de usar offshores para fraude fiscal de seis milhões de euros

O empresário Mário Ferreira é suspeito de ter montado um esquema de fuga ao Fisco de cerca de seis milhões de euros, com posterior branqueamento de capitais, na compra e venda do ferryboat Atlântida.

Por essa razão, as empresas do dono da Douro Azul e dois escritórios de advogados foram ontem alvo de buscas, no Porto, no Funchal e na ilha de Malta, por parte do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e da Autoridade Tributária (AT). O empresário veio a público garantir inocência e pediu ao Ministério Público para ser constituído arguido.

Segundo informações recolhidas pelo JN, as autoridades suspeitam de que, após ter adquirido o Atlântida aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) por 8,7 milhões de euros em setembro de 2014, Mário Ferreira simulou a venda do navio a duas empresas offshore, sediadas em Malta, que serão detidas por ele próprio. Poucos meses depois de a empresa Mystic Cruises SA, uma subsidiária do Grupo Douro Azul, ter adquirido a Atlântida, terá vendido, por cerca de 11 milhões de euros, a propriedade do ferryboat à International Trade Winds, Ltd., detida por outra empresa do paraíso fiscal de Malta: a International Trade Winds Holding. Ambas foram criadas a 19 Novembro de 2014 e já foram extintas.

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