Acusação

Acusado marroquino que recrutava para o Estado Islâmico em Portugal

Acusado marroquino que recrutava para o Estado Islâmico em Portugal

O Ministério Público deduziu acusação contra um marroquino detido na prisão de Monsanto, em Lisboa, suspeito de pertencer a uma organização terrorista internacional.

Em comunicado emitido esta sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) adianta que o marroquino é acusado de um crime de adesão a organização terrorista internacional, outro de falsificação com vista ao terrorismo e quatro crimes de uso de documento falso com vista ao financiamento do terrorismo.

A PGR adianta que o marroquino, que em Portugal radicalizava e recrutava jovens marroquinos para a organização terrorista Estado Islâmico, está ainda acusado de um crime de recrutamento para terrorismo e outro de financiamento do terrorismo.

O marroquino, que residiu na zona de Aveiro e foi detido há cerca de um ano na Alemanha, no âmbito de um mandado de detenção europeu, emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal terá recrutado em Portugal um cidadão que foi, depois, detido em França pela tentativa de realização de ataque terrorista naquele país.

De acordo com a acusação, o arguido terá ainda, através da utilização de cartões de crédito falsos, obtido fundos com o objetivo de financiar atividades relacionadas com o terrorismo e que seriam levadas a cabo por jovens por si radicalizados.

A PGR refere também que, durante a investigação, constatou-se que estão a decorrer processos idênticos contra o arguido na Alemanha e em França, tendo as autoridades francesas emitido um mandado com vista à sua entrega.

No âmbito da investigação, foram realizadas diligências de cooperação judiciária internacional, nomeadamente troca de informações com os países da União Europeia e reuniões de coordenação ao nível da Eurojust.

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O Ministério Público foi coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária em todas estas diligências.

Na altura da detenção do marroquino na Alemanha, a PJ indicava que estavam a decorrer investigações desde 2015.

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