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Medo levou Ristovski a tirar família do país após agressões na Academia de Alcochete

Medo levou Ristovski a tirar família do país após agressões na Academia de Alcochete

Ristovski presta esta tarde de terça-feira depoimento através de vídeo-conferência no Tribunal do Montijo sobre o que aconteceu na tarde de 15 de maio na Academia de Alcochete.

O lateral direito de 27 anos admitiu sentir muito medo do que presenciou nos balneários, o que o levou a sair com a família do país. "Ficámos alojados num hotel nessa noite, mandei a minha esposa e filho menor para Macedónia e no dia seguinte saí do país". Ristovski regressou para o jogo da Taça de Portugal, encontro que o Sporting viria a perder contra o Desportivo das Aves e logo de seguida voltou para junto da família.

No dia das agressões, Ristovski encontrava-se na sala de acesso ao balneário, em pé, quando o grupo de encapuzados invadiu a Academia de Alcochete. Recuou para o balneário e ao seu lado estava Acuna, um dos alvos dos agressores, colega que tentou defender, mas sem sucesso.

Aos juízes que o ouvem no Tribunal de Monsanto, contou que assim que viu os invasores tentou sair pela porta das botas, mas esta estava trancada. "Do outro lado estavam quatro ou cinco pessoas de cara tapada a tentar abri-la e a proferir palavrões, dizendo que nos iam matar".

O macedónio disse ter noção nessa altura de que alguém ia entrar. "Os jogadores conseguiram fecharam a porta do balneário, mas os invasores conseguiram abri-la e continuar com o caos", disse Ristovski, que se lembrou de dois indivíduos de tez negra e um caucasiano com um dente dourado e barba. Ao todo eram cerca de 15 que entraram no balneário, encapuzados com aberturas nos olhos e na boca. Assim que entraram, os agressores tentaram perceber quem se encontrava onde com o fim de agredir quem queriam.

"Esta vai ser a vossa última hipótese, não podem jogar desta maneira, gritaram os agressores, e logo três a cinco pessoas dirigiram-se ao Acuna e desferiram-lhe chapadas na cara". Ristovski tentou defender o colega, mas sem sucesso, e viu quatro ou cinco pessoas a bater no Battaglia, embora sem concretizar de que forma. A prioridade de Ristovski era defender-se a si e ao colega Acuna, agredido por encapuzados, entre os quais o de dente dourado. "As agressões duraram cerca de dois minutos" contou o lateral direito que dutante esse período de tempo viu os agressores lançarem tudo o que tinham ao seu alcance, desde tochas a garrafas ou casacos. "Partiram o balneário e saíram, só meia hora depois saímos do balneário porque esperaram por quem lhes garantisse que era seguro sair".

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