Algarve

Migrantes marroquinos ficam detidos a aguardar processo de expulsão

Migrantes marroquinos ficam detidos a aguardar processo de expulsão

Os 22 migrantes marroquinos, intercetados pela Polícia Marítima junto a Vale do Lobo, em Loulé, vão ficar detidos em Centros de Instalação Temporária (CIT) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a aguardar o processo de expulsão do país.

A medida de coação, conhecida ao final da noite desta terça-feira, foi aplicada pelo Tribunal Judicial de Loulé que os ouviu em primeiro interrogatório judicial.

Em comunicado, o SEF refere que os migrantes vão ser instalados no CIT na Unidade Habitacional de Santo António, no Porto, no Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária (EECIT) do Aeroporto do Porto, e no EECIT do Aeroporto de Faro.

O grupo foi intercetado na madrugada desta segunda-feira. Como não pediu asilo, foi detido por entrada e permanência irregular em território nacional. Depois dos testes negativos à Covid-19, pernoitou em instalações da PSP e da GNR até ser presente a tribunal.

Nos últimos seis meses, 48 migrantes ilegais entraram no Algarve em quatro desembarques distintos, todos intercetados pela Polícia Marítima. No primeiro, a 11 de dezembro do ano passado, oito marroquinos chegaram a Monte Gordo. A 29 de janeiro, foram apanhados 11 ao largo de Olhão. No dia 6 desde mês chegaram mais sete, também a Olhão, a que se juntam os 22 intercetados esta segunda-feira.

Os três primeiros grupos pediram asilo. Apenas foi aceite "uma admissão tácita do pedido relativa ao menor que se encontrava no grupo" de Monte Gordo. Os restantes foram negados. Os de 6 de junho ainda vão ser ouvidos.

O SEF já admitiu, em comunicado, que perdeu o rasto a 13 dos 19 elementos dos dois primeiros desembarques e que alguns nem sequer foram ouvidos por se encontrarem "em paradeiro desconhecido".

Todos os cidadãos intercetados disseram ter partido de Al Jadida e estar no mar há vários dias. Chegaram sem documentos, em pequenas embarcações de madeira, com pouca potência e sem condições para uma viagem direta desde Marrocos.

De acordo com o diretor nacional adjunto do SEF, José Luís Barão, a hipótese de existir uma rede de migração ilegal "está a ser investigada, em articulação com as autoridades espanholas".

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