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Militares da GNR alertam idosos para burlas com vacinas

Militares da GNR alertam idosos para burlas com vacinas

Ações porta a porta procuram prevenir aproveitamentos: há casos de pessoas a perguntar se querem desinfetar o dinheiro. Pandemia agravou a solidão dos que vivem isolados.

"Dona Maria, é a GNR". O agente Eduardo Viamonte chama por Maria Helena, de 77 anos, à sua porta, em Arga de São João, em Caminha. A idosa está em casa, onde tem passado os dias de confinamento, entretida com a sua horta e os seus animais domésticos. A visita dos militares da GNR é das poucas que tem recebido desde que começou a pandemia.

"Uma pessoa não vê ninguém. Quando havia uma missa, a gente até ia para falar com as pessoas, que é quando se juntam um bocadinho, mas não há. É chato", diz, aborrecida, contando que pela aldeia deserta apenas passam "o Fernando do pão, três vezes por semana, o Paulo do peixe, quase todos os dias, e o merceeiro Benjamim, duas vezes por semana". "Não há muitas conversas", resume.

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