Reação

Ministério da Justiça lamenta agressões a magistradas em Matosinhos

Ministério da Justiça lamenta agressões a magistradas em Matosinhos

O Ministério liderado por Francisca Van Dunem veio, esta quinta-feira, lamentar a agressão de que foram vítimas a juíza e a procuradora do Tribunal de Família e Menores de Matosinhos, durante uma audiência de regulação de poder paternal na quarta-feira.

A suspeita, mãe de uma criança acompanhada pelo tribunal, entretanto detida, está a ser ouvida no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, indiciada por ofensas à integridade física.

Depois de ter sido detida, ontem no Tribunal de Matosinhos, a agressora passou a noite numa cela da esquadra da Bela Vista, para ser levada, esta quinta-feira de manhã, de volta para o mesmo tribunal. No entanto, pelo facto de as agressões terem ocorrido naquele local e de as vítimas lá trabalharem, a suspeita foi encaminhada, no início desta tarde, para o TIC do Porto, para ser ouvida em primeiro interrogatório judicial. O objetivo será evitar eventuais incompatibilidades.

As medidas de coação devem ser conhecidas ainda hoje à tarde.

O Ministério da Justiça emitiu, entretanto, um comunicado em que "lamenta profundamente a agressão de que foram vítimas duas magistradas do Tribunal de Família e Menores de Matosinhos, às quais manifesta total solidariedade".

A pasta liderada por Francisca Van Dunem também explica não ter sido "possível evitar esta situação apesar de o edifício em causa se encontrar munido de sistema automático de deteção de intrusão, de sistema automático de controlo de acessos nas portas exteriores de acesso ao edifício, de sistema de videovigilância e de pórtico e raquetes de deteção de metais". E precisa que o edifício se encontra ainda munido de três postos de segurança e vigilância privada, o último dos quais colocado no passado dia 8 de janeiro de 2020 para reforço da segurança".

O Ministério garante ainda estar "fortemente empenhado no reforço da segurança nos nossos Tribunais, nomeadamente através da implementação de sistemas automáticos de deteção de intrusão e controlo de acessos, botões de pânico, sistemas de videovigilância e de deteção de metais através de pórtico e de raquete".

Recorde-se que na quarta-feira uma juíza do Tribunal de Família e Menores de Matosinhos foi agredida por uma mãe, que também atacou uma procuradora da mesma instância judicial. A mulher, com cerca de 40 anos, residente no Porto, é suspeita de ter dado um murro à juíza, para além de lhe ter atirado um candeeiro à cabeça, no gabinete onde estavam o pai e os avós do menor, com quem a criança vive.

Depois, quando saía do gabinete da juíza, agarrou a procuradora pelo pescoço, quando a magistrada tentava impedir a fuga da mulher.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG