Operação O Negativo

Ministério Público acusa sete arguidos no caso da Máfia do Sangue

Ministério Público acusa sete arguidos no caso da Máfia do Sangue

Seis pessoas e uma empresa foram acusadas dos crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e branqueamento de capitais.

Segundo um comunicado da Procuradoria-Geral de República, no âmbito do inquérito "O Negativo" também conhecido como "Máfia do Sangue", o Ministério Público (MP) do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) deduziu, no dia 5 de novembro, acusação contra 7 (sete) arguidos, incluindo, uma pessoa coletiva, pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e branqueamento de capitais.

A investigação, realizada pela Polícia Judiciária, envolveu a cooperação internacional, concretamente, das Autoridades Suíças, tendo também participado na articulação das respetivas equipas a Eurojust.

De acordo com o documento enviado esta manhã de sexta-feira às redações, o MP pediu ainda a condenação de dois arguidos na pena acessória de proibição do exercício de funções, bem como a perda de vantagens a favor do Estado, concretamente, de várias frações autónomas de imóveis e da quantia total de 5.351.120,16 euros. A título de indemnização, foi ainda pedida a quantia total de 149.760,28 euros.

Neste inquérito' investigam-se suspeitas de que Lalanda e Castro, ex-administrador da farmacêutica Octapharma em Portugal ​​​​​​, e Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM que estava ligado a procedimentos concursais públicos na área da saúde, terão acordado entre si que este último utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a Octapharma.

Em causa estão factos suscetíveis de se enquadrarem na prática de crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais no âmbito do negócio de plasma. No âmbito deste processo, foram igualmente constituídos arguidos um representante da Associação Portuguesa de Hemofilia e dois advogados.