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Ministério Público faz buscas no caso relacionado com as golas antifumo

Ministério Público faz buscas no caso relacionado com as golas antifumo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou que estão ser feitas buscas domiciliárias e não domiciliárias em vários locais do país.

Estão em causa possíveis crimes de fraude na obtenção de subsídio, corrupção passiva, participação económica em negócio ou abuso de poderes, bem como do crime de branqueamento.

O ex-secretário de Estado Artur Neves e o presidente da Proteção Civil Mourato Nunes já foram constituídos arguidos no âmbito deste processo.

Segundo uma nota publicada esta manhã pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) estão a ser realizadas quatro buscas domiciliárias e seis não domiciliárias.

No terreno estão elementos da Polícia Judiciária, especialistas do Núcleo de Assessoria Técnica junto da Procuradoria-Geral da República e a magistrada titular do inquérito que está a dirigir a operação.

O caso das golas antifumo foi avançado pelo Jornal de Notícias a 26 de julho de 2019. Cerca de 70 mil golas foram fabricadas com materiais inflamáveis, foram entregues pela Proteção Civil no âmbito do programa "Aldeia Segura" e "Pessoas Seguras".

A 29 de julho demitiu-se Francisco Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, depois de se saber que a escolha da empresa fabricante das golas antifumo tinha sido decisão sua. O JN avançou depois que a Proteção Civil pagou mais do dobro pelas 70 mil golas antifumo à empresa Foxtrot do que aquilo que custariam a valores normais.

A 30 de julho, o Ministério Público instaurou um inquérito e também foram feitas várias buscas. Artur Neves, que foi constituído arguido, demitiu-se em setembro de 2019 e alegou motivos pessoais.

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