Bragança

Ministério Público pede absolvição de seis dos sete acusados da morte de Giovani

Ministério Público pede absolvição de seis dos sete acusados da morte de Giovani

O Ministério Público (MP) pediu, esta sexta-feira, a condenação a uma pena de prisão por um crime de ofensas à integridade física grave, com resultado na morte, de Bruno Fará, um dos sete arguidos acusados da morte do estudante Luís Giovani Rodrigues, por considerar que não há lugar para um crime de homicídio qualificado, tal como está acusado em coautoria com outros seis arguidos.

Em alegações que demoraram mais de quatro horas, o MP concluiu ainda que o tribunal deve optar pela absolvição dos outros seis homens que estão acusados em coautoria de um crime de homicídio qualificado, de que foi vítima o estudante cabo-verdiano.

O MP defendeu que o arguido, Bruno Fará, deve ser punido com uma pena entre os cinco e os seis anos de prisão, "o que é suficiente", salientou o procurador, por considerar ter sido ele o autor da pancada na cabeça, que provocou o traumatismo cranioencefálico que levaria à morte do aluno do Instituto Politécnico de Bragança, durante o internamento no Hospital de Santo António, no Porto, a 31 de dezembro de 2019, onde tinha dado entrada 10 dias antes em situação de coma.

Para o procurador do Ministério Público, foi Fará quem desferiu uma pancada com um pau na cabeça de Giovani, pondo a sua vida em perigo, e quis agredi-lo apesar de saber que lhe podia provocar uma lesão grave. Além disso o procurador considera que Bruno Fará deve ser condenado por um crime de ofensas à integridade física simples pela agressão a um amigo de Giovani, Valdo Andrade, que foi condenado num outro processo a 80 dias de multa por ter agredido um homem à saída do bar Lagoa Azul, naquela madrugada, episódio que terá estado na origem da rixa, onde esteve Giovani .

Para outros dois arguidos, Jorge Liberato e Rebel Luís, o Ministério Público pede penas de multa relacionadas, por não terem antecedentes neste tipo de crime.

Giovani foi agredido numa altura em que se encontrava com mais três cabo-verdianos, madrugada de 21 de dezembro de 2019, data em que terão estado envolvidos numa rixa na cidade de Bragança.

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