Homicídio

Ministério Público pede mais de 18 anos para homem que matou a companheira em Famalicão

Ministério Público pede mais de 18 anos para homem que matou a companheira em Famalicão

O Ministério Público (MP) de Guimarães pediu esta quarta-feira, uma pena superior a 18 anos de prisão efetiva para Jorge Branco, que assassinou a mulher de 36 anos, no passado mês de março, em Fradelos, Famalicão. Está acusado de homicídio qualificado e conhece a sentença a 30 de dezembro.

O arguido de 44 anos está acusado de ter planeado a morte da mulher e depois transportar o corpo até à casa de um amigo, em Fradelos, onde iria desmembrar o corpo. Jorge negou a premeditação e a intenção de desmembrar o corpo, mas o MP considera que toda a acusação ficou provada em tribunal.

"Os fatos ocorreram tal estão descritos na acusação e como estão refletidos noutros meios de prova", adiantou o procurador durante as alegações finais, enumerando o testemunho do vizinho, que contou ter visto Jorge Branco a arrastar a mulher pelos pés para dentro da casa do amigo. O procurador considera ainda, que o arguido "reuniu" as "circunstâncias concretas para executar o crime".

Por outro lado, o MP aponta que o facto de se tratar da mulher do arguido e de ter havido planificação constituem qualificativas para o homicídio. O procurador acrescentou ainda, que não pode haver atenuantes, uma vez que Jorge Branco não fez uma confissão sem reservas, tendo apresentado uma "explicação enviesada" e a "saca rolhas".

Algo que o advogado do arguido discordou, justificando que o arguido "ainda hoje tem dificuldade em reconhecer que matou a mulher" pelo que a "confissão tem de ser valorada". Acrescentou que não houve premeditação, porque Jorge Branco matou a mulher por ter um "delírio de ciúme", e só decidiu matá-la na manhã em que tudo aconteceu, depois de ter visto uma mensagem de um homem no telemóvel da vítima.

"Foi quase uma loucura passageira", frisou apontando que foi um "ato isolado". O causídico defende que o arguido deve ser condenado por homicídio simples, numa pena "próxima dos 12 anos".

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Os assistentes no processo, a família e a filha da vítima, consideraram que ficou provada a premeditação e intenção de cometer o crime.

Jorge Branco está indiciado de ter tentado estrangular a mulher, Carla Barbosa, de 36 anos, com um garrote, na garagem do prédio onde viviam, em Ribeirão, Famalicão. Depois da vítima ter ficado inanimada meteu-a na mala do carro e dirigiu-se à casa de um amigo na freguesia de Fradelos, onde a asfixiou com um lençol. Foi apanhado pela GNR quando estava a sair da habitação.

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