Caso "Conde" de Guimarães

Ministério Público pede prisão para "Toni do Penha"

Ministério Público pede prisão para "Toni do Penha"

O Ministério Público pediu esta quinta-feira prisão preventiva para António Silva ("Toni do Penha"), antigo empresário da noite que é um dos suspeitos de ter espancado até à morte Fernando "Conde", a 8 de janeiro do ano passado, em Briteiros, Guimarães.

Esta quinta-feira, no Tribunal de Guimarães, estava previsto que fossem conhecidas as medidas de coação, mas "Toni do Penha", de 70 anos, decidiu falar ao juiz para ilibar Hermano Salgado ("Mano"), cortador de carnes de 40 anos, de Caldas das Taipas, que é o outro detido pelo mesmo crime.

Ao juiz, Toni confirmou parte do que já tinha dito às autoridades na reconstituição que fez no local do crime, na passada terça-feira. Confirmou que se encontrou ali com a vítima, na noite em que tudo aconteceu, mas voltou a afirmar que não o matou. Alegou que "Conde" fugiu em direção ao rio quando foi confrontado sobre o paradeiro dos 135 mil euros que Toni pensava que lhe tinha roubado de casa.

Contudo, ao contrário do que dissera às autoridades, desta vez afirmou que Hermano Salgado não esteve presente. Indicou que foi ao local do crime com outro sujeito, cujo nome não consegue identificar, mas que pertence "aos jagunços de Guimarães". Esta é a terceira versão que Toni apresenta desde que "Conde" desapareceu.

O outro detido, Hermano Salgado, continuou em silêncio. A polícia acredita que foi ele que ajudou Toni a espancar a vítima e a atirar o corpo para o rio Ave, onde viria a aparecer 14 dias depois.

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Para Hermano Salgado, o Ministério Público promoveu a medida de coação de apresentações diárias. A decisão do juiz de instrução criminal, Pedro Miguel Vieira, está agendada para esta sexta-feira.

Há ainda um terceiro arguido, que não está detido, que é o dono do stand da vila de Ponte que, segundo a investigação, ficou com o carro da vítima na noite dos acontecimentos. O carro, um Volvo C30, nunca chegou a aparecer. Este arguido já foi interrogado e não prestou declarações.

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