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Mira Amaral no funeral de João Rendeiro por "solidariedade" com a viúva

Mira Amaral no funeral de João Rendeiro por "solidariedade" com a viúva

O ex-ministro social-democrata Luís Mira Amaral marcou, esta terça-feira, presença no funeral de João Rendeiro por "solidariedade humana" com a viúva do ex-banqueiro, Maria de Jesus Rendeiro. O economista e antigo presidente do banco BIC, foi a única figura de relevo da área da política e da banca presente na cerimónia fúnebre, na Basílica da Estrela, em Lisboa.

À saída, Mira Amaral, 76 anos, salientou que conheceu João Rendeiro quando ambos trabalharam, na década de 1970, no Banco de Fomento. Mais tarde, acrescentou, foram-se encontrando com regularidade em Cascais, onde frequentavam os mesmos restaurantes. Esta terça-feira, decidiu comparecer na Basílica da Estrela depois de ter recebido uma mensagem de Maria de Jesus Rendeiro a informá-lo da hora do funeral.

"É um ato de solidariedade humana com a viúva", explicou o antigo governante em três Executivos de Cavaco Silva (1985-95), salientando que "a vida não se faz só de bons momentos".

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João Rendeiro, de 69 anos, morreu a 13 de maio de 2022 numa prisão na África do Sul, onde, desde dezembro de 2021, aguardava o início do julgamento que decidiria se seria, ou não, extraditado para Portugal para cumprir pelo menos uma das três penas de prisão a que fora condenados por crimes praticados à frente do antigo Banco Privado Português (BPP). A causa do óbito foi, segundo as autoridades, suicídio.

Só família e amigos

O corpo chegou na última sexta-feira, 3 de junho de 2022, a Lisboa, mas o pedido de Maria de Jesus Rendeiro para que fosse realizada uma autópsia também em Portugal acabou por adiar o funeral de João Rendeiro por alguns dias.

Esta terça-feira, apenas cerca de 25 familiares e amigos próximos daquele que chegou a ser conhecido como "banqueiro dos ricos" compareceram nas suas exéquias, que duraram cerca de uma hora e meia. O caixão saiu da Basílica da Estrela pelas 16.30 horas, tendo seguido para o Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, onde o corpo foi cremado.

O óbito de João Rendeiro extingue toda a sua responsabilidade criminal mas não civil, que transita agora para os seus herdeiros.

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