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Misericórdia de Alandroal acusada de morte de idosa

Misericórdia de Alandroal acusada de morte de idosa

Misericórdia de Alandroal, a provedora, o médico e outros sete arguidos respondem por crimes de maus-tratos que resultou em morte.

A diretora técnica, um médico, uma enfermeira, uma fisioterapeuta, quatro funcionárias do Lar de Nossa Senhora de Fátima, a provedora e a própria Santa Casa da Misericórdia de Alandroal (SCMA) acabam de ser acusados, em coautoria, de um crime de maus-tratos, agravado pela morte de uma utente de 83 anos. Quando saiu do lar, a vítima tinha feridas que já cheiravam a podre.

Para o Ministério Público (MP) de Redondo, os arguidos violaram os deveres de garantir cuidados, nomeadamente de saúde, para evitar que a utente sofresse de lesões como as que estiveram na origem da sua morte, a 6 de fevereiro de 2015. Segundo a acusação, a causa direta da morte da idosa, já no Hospital do Espírito Santo, em Évora, foi uma sépsis - infeção generalizada que resultou de escaras de pressão (feridas que aparecem na pele de pessoas que ficam muito tempo na mesma posição) e caquexia (enfraquecimento geral das funções vitais). Nos últimos meses de vida, a vítima esteve institucionalizada na SCMA, até ser transferida, em 19 de dezembro de 2014, para o Lar Domus Sénior, em Vendas Novas. O relatório de um médico e uma enfermeira desta instituição diz que, à chegada, a idosa "apresentava diversas úlceras de pressão, a maioria de III grau, e exalava um intenso cheiro a carne putrefacta que provinha das mesmas".

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