Massacre

Morreu sobrevivente dos crimes de Aguiar da Beira

Morreu sobrevivente dos crimes de Aguiar da Beira

Morreu, esta quarta-feira, a mulher que sobreviveu ao massacre de Aguiar da Beira, a 11 de outubro do ano passado, depois de ter sido alegadamente baleada por Pedro Dias, suspeito dos crimes.

Liliane Pinto, de 26 anos, estava internada na Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Seia desde janeiro, depois de ter sido transferida da Unidade de Neurocirurgia do Hospital de Viseu. Estava em estado vegetativo desde outubro.

"Durante a manhã desta quarta-feira, o estado clínico da senhora dona Liliana Pinto agudizou-se, tendo a utente, que se encontrava internada nos Cuidados Paliativos do Hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia, sido transferida para o Centro Hospital Tondela - Viseu onde faleceu", refere a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda em nota enviada à agência Lusa.

Liliane trabalhava no Lar de Aguiar da Beira e Luís Pinto na construção civil. O casal, residente em Benvende, Trancoso, ia a caminho de uma consulta de fertilidade, em Coimbra, quando foi apanhado no meio da matança, de que é suspeito Pedro Dias.

O suspeito, que fugia às autoridades, intercetou as vítimas na Estrada Nacional 229 com o objetivo de lhes furtar o carro. A mulher acabou baleada no pescoço e sofreu um traumatismo craneoencefálico grave depois de se ter envolvido em confrontos físicos com o homicida. O marido morreu no local.

Além de Liliane e Luís, morreu também um guarda da GNR.

A 30 de março, foi anunciado que o Ministério Público da Guarda deduziu acusação contra Pedro Dias pela prática de dois crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, dois crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada e três crimes de sequestro.

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O arguido suspeito da prática dos crimes de Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, foi ainda acusado de crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas.

O suspeito de um duplo homicídio em Aguiar da Beira foi presente ao tribunal da Guarda, para primeiro interrogatório, no dia 10 de novembro de 2016.

O homem entregou-se no dia 08 de novembro de 2016 à PJ, em Arouca, num ato testemunhado pela RTP e pelo Diário de Coimbra.

O primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação aconteceram 30 dias após os incidentes em Aguiar da Beira, que culminaram com a morte de duas pessoas, um deles um militar da GNR, e três feridos.

O suspeito, de 44 anos, ficou em prisão preventiva na cadeia da Guarda, mas no dia 12 de novembro de 2016 foi transferido para a cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.

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