Justiça

Motim em navio turco ao largo de Sesimbra

Motim em navio turco ao largo de Sesimbra

O tripulante de um navio de carga com destino à Turquia tentou tomar a embarcação mas foi neutralizado numa ação da Polícia Marítima portuguesa, ao largo de Sesimbra.

Um marinheiro turco de um navio mercante foi detido, quarta-feira, pela Polícia Marítima (PM), ao largo de Sesimbra, depois de uma abordagem por parte das forças especiais daquela estrutura de segurança marítima e costeira. O indivíduo, que tinha originado um motim, estava na posse de várias armas brancas, incluindo um machado, e já tinha agredido vários elementos da tripulação e ameaçava incendiar o mercante.

O navio, "Celine", de 3500 toneladas, de bandeira liberiana, mas com tripulação turca, tinha saído anteontem do porto da Figueira da Foz e transportava uma carga de pasta de papel para Ceuta. Cerca das 11 horas de quarta-feira, o Comando Naval recebeu uma comunicação de alerta sobre um motim a bordo, protagonizado por um dos tripulantes, de acordo com comunicado conjunto da Marinha de Guerra e da Autoridade Marítima Nacional. Nessa altura o navio estava em águas internacionais, a 52 milhas a sudoeste de Setúbal.

O indivíduo tinha já agredido o comandante, provocando fraturas nos dedos da mão, e o imediato, mas estes tinham conseguido fechar-se na ponte, de onde tinham lançado o alerta, continuando a operar o navio. Uma corveta aproximou-se e conduziu o "Celine" até seis milhas de Sesimbra, sob vigilância de um P-3, e a Autoridade Marítima ativava o Grupo de Ação Tática (GAT) da PM, especializado em ações de abordagem.

"Fizemos convergir para o mercante quatro semirrígidos da Polícia Marítima", adiantou ao JN o comandante Malaquias Domingues, responsável pela zona Centro daquela força. As embarcações rápidas saíram de Sines, Setúbal, Sesimbra e Lisboa e a aproximação foi feita a alta velocidade, "entre 40 a 45 nós". O agressor foi logo detetado no convés e, perante o assalto, rendeu-se. Foi detido e entregue ao SEF, mas o armador não quis apresentar queixa e o marinheiro vai ser repatriado para a Turquia, onde será julgado.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG