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MP acusa ex-presidente do Vitória de Setúbal de invadir e danificar bens no Bonfim

MP acusa ex-presidente do Vitória de Setúbal de invadir e danificar bens no Bonfim

O Ministério Público de Setúbal vai levar o ex-presidente do Vitória de Setúbal Paulo Rodrigues a tribunal por este ter invadido e danificado bens no valor de nove mil euros dentro do Estádio do Bonfim, em abril de 2019.

O arguido está acusado de introdução em lugar vedado ao público e dano qualificado, crimes punidos com pena de prisão superior a cinco anos. Ainda assim, o MP acredita que não deve ser aplicada pena de prisão efetiva, razão pela qual Paulo Rodrigues não vai ser julgado em tribunal coletivo, mas sim singular.

O então empresário de futebol tinha emprestado dinheiro ao ex-presidente do clube sadino em numerário e nesse dia 22 de abril de 2019, dirigiu-se ao estádio para reclamar a verba. De acordo com a acusação do MP, no exterior, o arguido gritou "vou partir isto tudo" e "têm de pagar o que me devem".

Paulo Rodrigues aproveitou então a entrada de um jogador de futebol profissional na área restrita de acesso aos balneários e aos gabinetes dos delegados e dos treinadores, onde danificou bens, entre computadores, material médico e portas no valor de 9.842 euros, aponta o MP.

A acusação descreve que Paulo Rodrigues desferiu um pontapé no vidro da porta de entrada dos balneários dos jogadores, partindo-o, bem como numa porta de madeira, danificando-a. De seguida, entrou na secretaria e, mais uma vez, utilizando a sua força muscular, agarrou em vários objetos como câmaras de filmar, computadores e impressoras, e atirou-os contra o chão e contra a parede, partindo-os. Depois, entrou no posto médico e aí, pegou em material eletrónico médico e arremessou-os contra o chão, partindo-os.

O Ministério Público cometeu um lapso na acusação proferida contra Paulo Rodrigues. Nesta, o ​​​​​​​MP requereu a aplicação de multa ao arguido em processo sumaríssimo, mas no final do despacho, pode-se ler que tal se deveu a um lapso de escrita e que o arguido deve ser presente a tribunal singular.

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