Tribunal

MP afasta envolvimento de Bruno de Carvalho no ataque a Alcochete

MP afasta envolvimento de Bruno de Carvalho no ataque a Alcochete

O Ministério Público afastou a participação de Bruno de Carvalho, Bruno Jacinto e Nuno Mendes no ataque à Academia do Sporting. Fernanda Matias considera que não se provou em tribunal que o ex-presidente do Sporting tenha determinado os arguidos ao ataque nem sequer dado diretivas para o mesmo.

A Procuradora do MP afirma mesmo que os posts, a expressão façam o que quiserem e o que disse nas reuniões no dia anterior ao ataque com o staff não estavam relacionados com o ataque. "Não se pode extrair qualquer expressão em relação ao que iria acontecer quando o arguido disse nas reuniões com o staff quem estaria com ele no dia seguinte, tal seria imprudente".

Para Fernanda Matias, apenas Fernando Mendes, ex líder da Juve Leo, sabia das combinações e não informou Bruno de Carvalho. "Apesar de negar em tribunal, tal ficou provado por entrar na Academia na retaguarda do grupo de agressores para garantir que o plano era cumprido". "Tal ficou demonstrado por nada ter feito para dissuadir as agressões mesmo quando Jorge Jesus lhe pediu ajuda".

Quanto ao grupo de agressores, o MP considera que aderiram de forma consciente ao plano para agredir os jogadores e treinadores, tendo entrado a correr na Academia para afastar qualquer oposição eficaz. "Queriam agredir os jogadores e equipa técnica pelos maus resultados e por insultos proferidos no jogo anterior da Madeira".

O MP considera que apenas 28 arguidos entraram na ala profissional e apesar de nem todos terem participado nas agressões, os que não agrediram nada fizeram para dissuadir os restantes arguidos ou impedir a sua conduta. "Tal como um dos arguidos disse, queriam fazer número".

MP afasta terrorismo

Fernanda Matias considera que não está provado o crime de terrorismo na conduta dos arguidos, uma vez que as ofensas eram apenas dirigidas aos jogadores e equipa técnica, não a outros que se encontravam na Academia.

O MP afastou também o crime de sequestro, por não estarem preenchidos os requisitos e de dano com violência praticado pelos agressores, uma vez que pode ser imputado a apenas um arguido que atirou uma tocha a um veículo. Fernanda Matias pediu condenações até cinco anos por entrada em lugar vedado ao público, ofensas à integridade física qualificada e ameaça agravada aos 37 arguidos que participaram no ataque.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG