Processo

MP investiga publicação de sindicato sobre doenças de mulher detida na Amadora

MP investiga publicação de sindicato sobre doenças de mulher detida na Amadora

O Ministério Público vai investigar uma publicação feita pelo Sindicato Unificado da PSP no Facebook, que insinuava que a mulher detida e alegadamente agredida à saída de um autocarro na Amadora sofria de doenças graves.

A Procuradoria-Geral da República confirmou ao JN que recebeu uma queixa da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial, que foi remetida para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, "onde deu origem a um inquérito".

No final de janeiro, a Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) já tinha aberto um processo administrativo ao sindicato por causa da mesma publicação. A mensagem em causa (em baixo) mostrava uma fotografia das mãos, com ferimentos ligeiros, do agente que deteve Cláudia Simões, acompanhada por uma legenda que insinuava que a mulher teria doenças graves, que poderiam ter sido transmitidas.

"Foi neste sábado em que ficou hoje o colega, ao intervir numa ocorrência na Amadora. As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves. Contudo, a defesa da cidadã está a começar a ser orquestrada pelo ódiomor de brancos", lia-se na publicação, entretanto eliminada.

Versões diferentes da história

Cláudia Simões alega ter sido agredida por um agente da PSP, na rua e depois num carro-patrulha, na noite de 20 de janeiro, no fim de uma viagem de autocarro em que seguia com a filha menor, que se tinha esquecido do passe em casa. Segundo a mulher, o filho estaria, na última paragem, na posse do título da viagem da irmã, para validá-lo, mas o motorista acabou por alertar o polícia quando chegou ao destino. A PSP diz que a mulher foi detida por ter demonstrado uma atitude agressiva, acrescentando que o agente em causa utilizou "a força estritamente necessária para o efeito face à sua resistência".

Cláudia foi entretanto indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade, enquanto o agente envolvido não foi constituído arguido. O caso continua sob investigação.

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