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MP pede condenação de GNR por vender informação reservada

MP pede condenação de GNR por vender informação reservada

O procurador do tribunal S. João Novo, no Porto, considerou provada a acusação e pediu, esta segunda-feira, ao coletivo de juízes que condene Daniel Ramalho, um militar da GNR dos Carvalhos que está a ser julgado por 17 crimes, entre os quais corrupção, prevaricação, falsificação de documentos e abuso de poder.

Para o Ministério Público (MP), também resultaram provados os crimes imputados à namorada do militar da GNR, dona de um cabeleireiro, que estava acusada de conduzir sem carta e de lenocínio. Este crime resultou provado em audiência quando uma das suas empregadas do salão confessou usar uma dependência do estabelecimento para "fazer massagens com final feliz", a troco de quantias entre os 40 e 80 euros, sendo que "metade era para a patroa".

Dos restantes três arguidos, acusados de corrupção ativa, por terem alegadamente pago ao militar da GNR para este aceder às bases de dados da Guarda e lhes fornecer elementos identificativos de pessoas que alegadamente os perseguiam, o procurador pareceu sensível ao argumento de que "não sabiam que era crime" pedir tais informações e que o pagamento - 20 euros, aproximadamente - foi apenas uma manifestação de gratidão.

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Para estes arguidos, o MP pediu alguma clemência ao tribunal.

Por seu turno, os advogados de defesa, tendo em conta a produção de prova em audiência e as interceções telefónicas - cuja evidência do cometimento dos crimes ninguém contestou - limitaram-se a recordar ao tribunal que os arguidos não tinham antecedentes criminais e, por isso, mereciam uma oportunidade, ou seja, penas leves que lhes permitisse seguir as suas vidas normalmente

O acórdão será lido no próximo dia 28.

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