Beja

MP pede condenação de militares da GNR acusados de sequestro e agressão a imigrantes

MP pede condenação de militares da GNR acusados de sequestro e agressão a imigrantes

O procurador do Ministério Público (MP) do Juízo Criminal de Beja pediu a condenação dos cinco militares da GNR do Destacamento de Odemira acusados de sequestro e agressão a imigrantes indianos. Defendeu ainda a condenação acessória da suspensão de funções, enquanto profissionais da Guarda.

As alegações do procurador surgem depois de terem sido provados em julgamento "todos os factos de que os arguidos estavam acusados" e ocorridos na noite de 30 de setembro de 2018, num restaurante e numa habitação na localidade de Longueira-Almograve, concelho de Odemira.

Dois advogados que defendem três dos arguidos consideram que os seus clientes "devem ser absolvidos", enquanto que outros dois causídicos que representam os restantes dois arguidos consideraram que se se provarem alguns dos factos contra os seus clientes que "devem ser condenados, com penas suspensas, sem inibição de funções na Guarda", justificaram.

O presidente do Coletivo de Juízes, o juiz Vítor Maneta, marcou a leitura do acórdão para o próximo dia 3 de julho às 15 horas.

Os arguidos, um pertence ao posto de Odemira e os restantes quatro ao posto de Vila Nova de Milfontes, estão acusados em coautoria de oito crimes, sendo quatro de ofensa à integridade física qualificada, dois de sequestro e dois de violação de domicílio por funcionário. Um dos arguidos responde ainda pela prática de um crime de falsificação de documento.

Detidos em 8 de maio de 2019, após uma operação da PJ de Setúbal, depois de presentes a tribunal os arguidos ficaram suspensos de funções, proibidos de contactarem com outros militares, tendo um dos arguidos ficado sujeito à "obrigação de permanência na habitação (prisão domiciliária)".

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