Leiria

MP pede condenação de nove dos 11 arguidos pelas mortes nos incêndios de Pedrógão

MP pede condenação de nove dos 11 arguidos pelas mortes nos incêndios de Pedrógão

O Ministério Público (MP) pediu a condenação de nove dos 11 arguidos no julgamento das mortes nos incêndios de Pedrógão Grande, ocorridos em 2017. Quanto ao presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, defendeu que deve ser absolvido e que Casimiro Pedro, da EDP Distribuição, deve ser julgado de acordo com a prova produzida

No caso de José Revés, Ugo Berardinelli e José Mota, da Ascendi, foi pedida prisão efetiva superior a cinco anos, por 34 crimes de homicídio e sete de ofensa à integridade física, por não terem assegurado a limpeza das faixas de gestão de combustível da EN 236-1, conhecida pela "estrada da morte". Para o MP, Augusto Arnaut, comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, deve cumprir "prisão efetiva superior a cinco anos" pelos crimes que lhe foram imputados, e Casimiro Pedro, da EDP Distribuição, também deve ir para a cadeia.

Prisão para ex-autarca

Em relação a Valdemar Alves, ex-presidente da Câmara de Pedrógão Grande, a José Graça, à data vereador, e a Margarida Gonçalves, então responsável pelo gabinete técnico florestal, o MP pediu a condenação dos três arguidos a "pena única em medida considerada adequada", por seis morte. O MP entende que Fernando Lopes, ex-autarca de Castanheira de Pêra também deve ser condenado em "pena única" pelas mortes de quatro cidadãos.

Os 11 arguidos são acusados dos crimes de homicídio por negligência e ofensa à integridade física por negligência, alguns dos quais graves. O MP contabilizou 63 mortos e 44 feridos quiseram procedimento criminal.

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