Justiça

Mulher de 91 anos morta por asfixia em jogos sexuais

Mulher de 91 anos morta por asfixia em jogos sexuais

A mulher de 91 anos que, em outubro do ano passado, foi encontrada morta na cama de sua casa com um vibrador e uma foto do falecido marido no peito foi vítima de homicídio.

O caso, ocorrido num bairro de Aveiro, só agora foi totalmente desvendado pela Polícia Judiciária de Aveiro, graças aos resultados da autópsia e à análise de ADN de esperma recolhido no local. Um eletricista, de 49 anos, antigo vizinho da idosa, e que com ela manteria relações amorosas, foi detido anteontem pela presumível autoria do crime.

O suspeito foi apresentado às autoridades judiciárias para interrogatório, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de apresentações diárias na PSP. A autópsia revelou que a mulher morreu por asfixia, tudo indicando que a mesma "poderá ter sido concretizada durante jogos sexuais que ficaram descontrolados", adiantaram ao JN fontes ligadas ao processo.

A Polícia sempre acreditou que poderia estar perante um homicídio. A extensão das lesões genitais apresentadas pela vítima não parecia ter sido provocada pelo objeto encontrado junto a si. E os factos de a casa não ter qualquer sinal de arrombamento e de nada ter sido furtado levaram os investigadores a apostar em alguém conhecido da idosa.

Os testes de ADN confirmaram que o sémen recolhido na cama pertence ao vizinho que, dizem os moradores do bairro, ia frequentemente a casa da idosa fazer uns "biscates de eletricidade" e pintura.

Vizinhos incrédulos

O suspeito, casado e com filhos, mudou-se recentemente para outra freguesia de Aveiro. Não tem cadastro e os vizinhos da vítima não acreditam que possa estar envolvido no homicídio.

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"A mulher contava muito comigo e com ele para a ajudarmos ou para a levarmos a algum lado. Esse rapaz não foi. Ponho as minhas mãos no fogo. Sempre foi respeitador, educado e um pai atencioso. Para mim, ela morreu sozinha devido à hemorragia", diz Ana Martins, a vizinha que encontrou, juntamente com um filho da vítima, a mulher morta. "Estava deitada na cama. Despida da cintura para baixo e tinha um vibrador. Notavam-se apenas dois pequenos hematomas na cara, havia sangue nos lençóis e tinha uma fotografia dela e do marido pousada no peito", adiantando que a única coisa fora do lugar era o candeeiro da mesa de cabeceira, que estava tombado. "Não faltava nada, estava tudo intacto e as portas todas trancadas", lembrou ao JN.

A vítima, viúva de um capitão de navios, morava sozinha. E apesar dos 91 anos, "era muito ativa" e "gostava de atirar piadas aos homens", conta Ana.

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