Operação D'Arte Asas

Mulher de Rendeiro começou a ser ouvida no Tribunal de Instrução

Mulher de Rendeiro começou a ser ouvida no Tribunal de Instrução

Maria de Jesus Rendeiro, a mulher do ex-patrão do BPP atualmente em fuga, começou na tarde desta quinta-feira a ser ouvida por uma juíza de instrução criminal, no Campus da Justiça, em Lisboa.

Detida na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) numa operação batizada "D'arte Asas", por crimes de branqueamento de capitais, falsificação e descaminho, a mulher, de 70 anos, passou a última noite na cadeia de Tires, onde inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção a foram buscar ao início da tarde.

Maria Rendeiro chegou ao Campus da Justiça às 13.30 horas e Joana M. Fonseca e Abel Marques, os dois advogados da mulher do antigo banqueiro, chegaram cerca das 15 horas. O interrogatório começou pouco depois.

A mulher está indiciada por crimes de branqueamentos alegadamente cometidos em cumplicidade com o marido na transmissão de bens imobiliários com a família do ex-motorista do casal, Florêncio de Almeida. O pai do motorista, assim como o filho, foram ontem alvo de buscas da PJ para que fosse recolhida documentação sobre dois negócios imobiliários.

Maria de Jesus Rendeiro também está indiciada por crimes de falsificação e descaminho por causa das pinturas e esculturas apreendidas em 2010 a Rendeiro no âmbito do processo em que foi condenado a cinco anos e oito meses, por manipulação das contas do BPP.

A mulher, que era fiel depositária das obras de arte, é suspeita de ser cúmplice no desvio de pelo menos 15 peças. Oito delas terão sido vendidas por 1,3 milhões de euros, nos últimos meses. Quatro quadros terão sido substituídos por cópias, o que foi detetado há dias, após uma vistoria da PJ à residência do casal, em Cascais. O tribunal já deu, entretanto, ordens para recolher todas as obras ainda na posse da mulher de Rendeiro.

O inquérito, dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), iniciou-se pouco depois de vir a público os negócios imobiliários feitos entre o ex-motorista do casal e o pai, atual presidente da ANTRAL, a maior associação representativa do setor dos táxis.

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