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Mulher envolvida na morte de Mota JR quer ser ilibada antes do julgamento 

Mulher envolvida na morte de Mota JR quer ser ilibada antes do julgamento 

A jovem de 22 anos que atraiu Mota JR às mãos dos assaltantes que o espancaram brutalmente até à morte num assalto à porta da casa do artista vai tentar ser ilibada das acusações do Ministério Público antes do julgamento. Miguel Matias, seu advogado, confirma ao JN que vai requerer a abertura de instrução no Tribunal de Sintra.

Nesta fase processual, o advogado vai tentar que o juiz de instrução criminal despronuncie a jovem de 22 anos pelos crimes de que está acusada: roubo, homicídio qualificado, sequestro e furto em coautoria. A arguida está atualmente em prisão domiciliária.

O MP acredita que foi a jovem lisboeta que atraiu Mota JR para a cilada fatal montada à porta da casa do artista, no Bairro de São Marcos, Cacém, na noite de dia 15 de março. Faziaia tudo parte dum plano previamente combinado com o arguido tido como o mentor do plano, João Luizo. O alvo eram as joias e dinheiro que o rapper exibia nos seus vídeos musicais.

A jovem encontrou-se com Mota JR nessa noite, foram a um restaurante de fast food e, quando se preparavam para chegar a casa deste, enviou mensagem a João Luizo, que esperava no carro. No prédio onde residia, Mota JR foi surpreendido por Edi Barreiros e Fábio Martins de arma em punho, que agrediram o artista a soco e pontapé. A jovem fugiu.

Mota JR tentou resistir, foi arrastado até um túnel, onde, já com João Luizo no local, foi sovado e atirado violentamente várias vezes contra a parede. Perdeu os sentidos quando Edi Barreiros lhe apertou o pescoço e foi colocado na bagageira da viatura dos assaltantes, com os pés e mãos amarrados. Acabou por não resistir às agressões e morreu, acredita o MP.

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O MP acredita que João Luizo dirigiu-se a uma ourivesaria no Barreiro para vender os bens no dia seguinte ao homicídio. Pediu 2500 euros, mas o valor não foi aceite. Na companhia de Edi Barreiros e Fábio Martins, os três hoje em prisão preventiva, tentaram depois a venda na rua na Cova da Moura, mas ninguém aceitou pagar o valor pedido.

Temendo que as autoridades chegassem a si em pouco tempo, João Luizo regressou à ourivesaria no Barreiro onde conseguiu vender as joias do rapper por 1600 euros e seguiu imediatamente para o aeroporto, onde apanhou voo para Inglaterra com Edi Barreiros. Fábio Martins permaneceu em território nacional, foragido das autoridades e na companhia de um amigo.

O corpo do artista foi encontrado dois meses depois do crime em elevado estado de decomposição. Edi Barreiros e João Luizo foram detidos pouco depois no âmbito da cooperação internacional entre a PJ e a polícia britânica.

Em julho, a PJ deteve a jovem de 22 anos e este mês de novembro o quarto suspeito, Fábio Martins. Ao JN, a advogada de Fábio Martins diz estar ainda a ponderar pedir a abertura de instrução.

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