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Mulher filmada a preparar triplo homicídio só queria a morte do marido

Mulher filmada a preparar triplo homicídio só queria a morte do marido

Fernanda Oliveira está acusada de encomendar a morte do marido, da sogra e da nova namorada dele, com o intuito de herdar uma fortuna.

Contudo, esta quinta-feira, no início do julgamento, no Porto, onde tudo aconteceu, disse que só queria "a morte dele". E não por causa da herança - trata-se de um advogado de sucesso, com vasto património - mas sim "porque ele mandou cortar-me a água, a luz e o gás". Quanto aos vídeos da "encomenda", confessou a veracidade.

A mulher, de 39 anos, está acusada de, em 2013, ter oferecido 175 mil euros a dois "seguranças" para que matassem o marido, António Quintas, a sogra e a nova namorada dele, esta por suspeitar que estivesse grávida, o que daria mais um herdeiro a disputar a herança, que quereria para si e para os dois filhos que tivera do advogado.

Ao coletivo de juízes, Fernanda assumiu que andava deprimida e "desesperada" com a separação, o que piorou - "quando ele mandou cortar a água e a luz" da casa onde ela ficara com os filhos. A arguida contou que "o desespero era tanto" que tentou suicidar-se com "muita medicação e álcool".

Quanto à morte do marido, disse quem lhe deu a ideia foi o coarguido, Alfredo Damas, mas garantiu que nunca lhe passou pela cabeça mandar matar a sogra e a rival. Perguntaram-lhe então sobre um papel manuscrito que entregou aos "matadores", com os endereços dos três "alvos", além das matriculas dos seus automóveis, mas a arguida não respondeu, alegando amnésia alegadamente provocada pelo "excesso de medicação e álcool".

Salomé seria desmentida, parcialmente, pelo coarguido que foi categórico ao afirmar que a ideia de matar fora dela. "Mas só o marido", amenizou. Justificou que, farto "de a ver sofrer " decidiu propor o homicídio a um "segurança" seu conhecido, Fernando Teixeira, e que este aceitou. Foi este homem que, depois de filmar os três encontros com Salomé, onde combinaram as circunstâncias e o preço dos três assassinatos, foi denunciar o caso.

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No seu breve depoimento, António Quintas confessou que, depois de tudo, ainda hoje tem "medo de andar na rua".

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