Violência

Mulher que agrediu juíza e procuradora fica em prisão preventiva

Mulher que agrediu juíza e procuradora fica em prisão preventiva

A mulher que ontem, quarta-feira, agrediu uma juíza e uma procuradora em Matosinhos vai ficar em prisão preventiva, decidiu esta tarde o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

A suspeita, mãe de uma criança acompanhada pelo tribunal, foi ouvida esta tarde no TIC, e está indiciada de dois crimes de ofensa a integridade física e um de coação de órgão constitucional.

Segundo apurou o JN, após o primeiro interrogatório, o juiz decidiu que a arguida irá ficar a aguardar o desenvolvimento do processo em prisão preventiva.

Recorde-se que, ontem, quarta-feira, uma juíza do Tribunal de Família e Menores de Matosinhos foi agredida por uma mãe, que, depois, também atacou uma procuradora da mesma instância judicial. A mulher, com cerca de 30 anos, residente no Porto, é suspeita de ter dado um murro à juíza, para além de lhe ter atirado um candeeiro à cabeça, no gabinete onde também estavam o pai e os avós do menor, com quem a criança vive.

Depois, quando saía do gabinete da juíza, agarrou a procuradora pelo pescoço, quando a magistrada tentava impedir a sua fuga.

Foi de imediato detida e passou a noite numa cela da esquadra da Bela Vista, para ser levada de volta para o Tribunal de Matosinhos. No entanto, pelo facto de as agressões terem ocorrido naquele local e de as vítimas lá trabalharem, a suspeita foi encaminhada, no início desta tarde, para o TIC do Porto, para ser ouvida em primeiro interrogatório judicial. O objetivo será evitar eventuais incompatibilidades.

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