Águeda

Mulher que marido tentou afogar no rio já está protegida

Mulher que marido tentou afogar no rio já está protegida

Vizinho filmou toda a cena de violência e entregou imagens à GNR. Homem continua livre.

Sem se aperceber de que estava a ser visto, José, um homem com cerca de 65 anos, terá tentado afogar a mulher no rio Águeda, na sexta-feira à tarde. A cena foi fotografada e filmada por um homem que passeava na outra margem e que foi atraído ao local pelos gritos da vítima. Depois de o vídeo ser publicado no Facebook pela testemunha - que também o entregou às autoridades -, "Zé Mau", como é conhecido em Paredes, Águeda, localidade onde vive, ainda está em liberdade. Já a mulher, vítima às suas mãos, foi levada pela GNR para uma casa-abrigo enquanto o processo decorre.

Nas redes sociais, a testemunha contou que, quando se apercebeu da agressão, a mulher estava a ser "agarrada pelo pescoço com toda a força, para debaixo de água", pelo marido. "Gritei da outra margem que o denunciava à GNR, para que ele libertasse a mulher da morte. Ele reconheceu-me e a mulher, já toda suja de lama, fugiu", adiantou a mesma pessoa.

Inicialmente, a testemunha fotografou a agressão, numa imagem em que se assiste à vítima a ser empurrada para dentro de água, com o agressor debruçado sobre ela. Depois, filmou tudo. No vídeo, vê-se a mulher a tentar levantar-se, junto à margem e ainda dentro de água, enquanto grita. Ao mesmo tempo, o marido anda de um lado para o outro na água, a tentar puxar a corrente de uma bateira, que será sua propriedade. E quando da outra margem gritam à mulher para denunciar o caso, ela responde, em pranto: "Ele mata-me". "Não mato nada. Vamos lá os dois", ouve-se "Zé Mau" a ironizar.

Antecedentes

"Já não é a primeira vez que ele a tenta matar. Consta que uma vez foi com a caçadeira. Esperemos que desta vez fique preso", disse um vizinho do casal. José e a mulher, oriunda do distrito de Viseu, têm uma filha, maior de idade, que já não vive com eles. Mantêm ambos poucas relações de amizade nas redondezas.

Contactada pelo JN, fonte oficial da GNR garantiu, domingo, que José ainda não foi detido. "Quando recebemos a denúncia, a nossa prioridade foi colocar a vítima em segurança. A nossa intenção era detê-lo, mas ele não estava em casa. A senhora estava e, por isso, tirámo-la de lá antes que ele regressasse", sublinhou a mesma fonte. O caso passou, entretanto, para a alçada do Ministério Público, aguardando-se a decisão quanto à eventual emissão de um mandado de detenção para o agressor.

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