Vila Nova de Gaia

Mulher que matou a mãe e escondeu o cadáver fica em prisão preventiva

Mulher que matou a mãe e escondeu o cadáver fica em prisão preventiva

Sofia Tavares, a mulher que asfixiou a mãe até à morte, em Vilar de Andorinho, Vila Nova de Gaia, e escondeu o cadáver durante 15 dias, foi interrogada este sábado e ficou em prisão preventiva.

A vítima, Rosa Novais, foi, ao longo dos últimos anos, maltratada e agredida pela filha, Sofia. Sempre negou os abusos que sofria e perdoava os ataques da mulher de 48 anos que, há cerca de 15 dias, a asfixiou até à morte. Sofia Tavares foi interrogada este sábado e ficou em prisão preventiva.

A mulher chegou sozinha à esquadra da PSP de Cedofeita, no Porto, e, sempre calma, confessou o crime no balcão de atendimento. Perante a incredulidade dos polícias que a escutavam, contou que o cadáver de Rosa Novais permanecia, desde a tarde de 14 de julho, na habitação da família, onde uma patrulha da PSP encontrou o corpo pouco depois.

Antes de se entregar, e durante 16 dias, a desempregada pernoitou em vários hotéis e pensões, que pagou com os cartões bancários da mãe. Também usou os cartões para levantar dinheiro para as despesas diárias.

Tal como o JN avançou na sexta-feira, a relação entre mãe e filha foi sempre marcada por conflitos. Para além da tentativa de esfaqueamento, realizada numa véspera de Natal e denunciada pelos vizinhos, Sofia Tavares provocou, recentemente, a queda da mãe. A agressão fez com que Rosa Novais ficasse com limitações de locomoção e permanecesse mais tempo do que o habitual em casa.

Problemas mentais

Na mesma casa onde, no último dia 14, Sofia e Rosa voltaram a discutir. Desta vez, com consequências trágicas, uma vez que a filha asfixiou a mãe até lhe provocar a morte.

Sofia Tavares é descrita pelos vizinhos como uma mulher "mentalmente desequilibrada", que vivia entre os apartamentos de um alegado namorado, localizado no mesmo bairro, e da mãe.

A PJ refere que, em março, fixou-se na residência da mãe até a ter assassinado. Na sexta-feira, Sofia Tavares, com antecedentes criminais por ofensas à integridade física e peculato, crime cometido quando era carteira, deveria ter sido ouvida pelo juiz no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, mas o interrogatório acabou adiado para hoje.

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