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Almada

Mulher que raptou filho em Almada proibida de contactar o bebé

Mulher que raptou filho em Almada proibida de contactar o bebé

A mulher que raptou o próprio filho, de apenas um ano, duma instituição de acolhimento de menores em Almada está proibida pelo tribunal de contactar o menor e a instituição onde este se encontra.

O caso aconteceu na tarde de terça-feira, quando a suspeita retirou à força o filho bebé da instituição onde este permanece desde março. De acordo com o Ministério Público, ao chegar ao Centro de Acolhimento, a arguida enquanto conversava com a psicóloga da instituição, empurrou-a e depois fugiu com o menor, levando-o para parte incerta.

O alerta foi dado às 17.45 horas de terça-feira à PSP do Laranjeiro, em Almada. As autoridades trataram do caso com a maior urgência e de acordo com o Comando Distrital de Setúbal, todos os meios disponíveis foram acionados para procurar a mulher, com histórico de consumo de estupefacientes e problemas do foro psicológico. Existia o perigo de a suspeita colocar em causa e integridade física e vida do menor.

Os carros patrulhas da PSP de Almada e Lisboa procuraram a mãe, sem residência fixa conhecida, nas paragens de autocarro e comboios entre a Almada e Lisboa e em todos os locais que se apurou serem frequentados por ela, como casas devolutas.

Mais de onze horas depois do rapto, às quatro horas da madrugada de terça feira, foi comunicado à PSP que a suspeita se tinha dirigido ao Hospital Dona Estefânia em Lisboa com o menor. O bebé apresentava uma ferida leve num olho e foi nesse momento que a PSP, que a procurava na margem sul e em Lisboa, a localizou e deteve.

A mulher foi presente ao Tribunal de Almada que lhe aplicou as medidas de coação de Termo de Identidade e Residência, apresentações periódicas quinzenais bem como a proibição de contactos com o menor e com as pessoas que trabalham na Instituição.

A suspeita encontra-se indiciada pela prática de um crime de rapto. À criança, nascida em julho de 2018, tinha-lhe sido aplicada, em 6 de março de 2019 e por decisão judicial ainda não transitada em julgado, medida de confiança judicial com vista a futura adoção, ficando a arguida e o outro progenitor inibidos do exercício das responsabilidades parentais.