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Penafiel

Nega ter matado mulher que foi encontrada enrolada num edredão

Nega ter matado mulher que foi encontrada enrolada num edredão

Começou a ser julgado, esta segunda-feira, no Tribunal de Penafiel o homem de 41 anos que em fevereiro deste ano asfixiou a mulher até à morte, abandonando depois o corpo no meio do mato em Rio de Moinhos. Ao coletivo de juízes, Daniel Prieto Ferre reconheceu que vivia com Sandra Rocha, de 31 anos, uma relação marcada por vários episódios de violência, mas negou que a tivesse matado.

No arranque do julgamento, no qual responde pelos crimes de homicídio, profanação de cadáver e violência doméstica, o homem, de nacionalidade espanhola, relatou vários episódios de violência entre o casal, com agressões mútuas, mas negou o resultado da autópsia, que concluiu que Sandra Rocha, a mulher com quem vivia há cerca de dois anos, foi morta por asfixia.

Daniel Prieto Ferre disse que a mulher morreu durante o ato sexual e que não teve influência na sua morte. Reconheceu, contudo, que agiu "mal", quando não pediu socorro, ao aperceber-se que a Sandra Rocha estava sem vida. "Reagi mal, devia ter chamado os bombeiros. Mas tive medo que não acreditassem em mim", disse, no Tribunal.

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Contou ainda que nessa noite e após se aperceber de que a mulher estava sem vida, se abraçou a ela. "Dormi toda a noite abraçado a ela", afirmou, confessando que no dia seguinte fingiu que a mulher o tinha abandonado, para justificar a sua ausência na casa.

Três dias depois, Daniel Prieto Ferre embrulhou Sandra Rocha num edredão e abandonou o corpo num monte em Rio de Moinhos. Sandra Rocha foi encontrada por populares no dia 28 de fevereiro.

"Sou culpado de profanação de cadáver e de violência doméstica, mas não matei a minha mulher", garantiu.

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