7,5 milhões de euros

Novo Banco vai para tribunal para obrigar Luís Filipe Vieira a pagar dívida

Novo Banco vai para tribunal para obrigar Luís Filipe Vieira a pagar dívida

O Novo Banco avançou com uma ação de execução sobre Luís Filipe Vieira de mais de 7,5 milhões de euros. Mulher, parceiro de negócios e empresa do ex-presidente do Benfica também visados.

De acordo com o portal Citius, no qual são publicitadas algumas diligências judiciais, a ação foi distribuída ao juiz 5 do Tribunal de Execução de Lisboa no último sábado, 27 de novembro de 2021, e tem quatro executados: Luís Filipe Vieira, Vanda Ribeiro Vieira, sua mulher, Almerindo Duarte, seu parceiro de negócios, e a empresa Promovalor II - Business Advisers, S.A.. O Novo Banco exige, no total, 7.562.267,18 euros.

Na mira da instituição estão, segundo o "Expresso", as ações de Luís Filipe Vieira na SAD do Benfica e uma moradia familiar na margem sul do Tejo. No final de setembro, o Tribunal Cível de Lisboa determinara já o arresto destes bens, na sequência de uma providência cautelar interposta pelo Novo Banco. A decisão foi entretanto contestada pelo empresário.

O JN tentou esta segunda-feira contactar, sem sucesso, o advogado do ex-presidente do Benfica.

A dívida do grupo Promovalor, liderado por Luís Filipe Vieira e dedicado a investimentos imobiliários, ascendera, em 2017, a 227,3 milhões de euros, segundo adiantou o empresário, em maio de 2021, na Comissão de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução. O património da empresa foi depois transferido para um fundo que reestruturou a dívida.

"Eu, Luís Filipe Vieira, saldei tudo o que me foi solicitado, ainda que mantivesse as minhas garantias pessoais", afirmou o então líder do Benfica na Assembleia da República, precisando que 133,9 milhões de euros foram convertidos em unidades de participação no fundo. Este assumiu, por sua vez, 85,9 milhões de euros em dívida, tendo a Promovalor ficado a dever 7,5 milhões de euros. Luís Filipe Vieira alegou, ainda, que os acionistas da empresa, incluindo o próprio presidente, entregaram cinco milhões de euros para o capital do fundo.

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A providência cautelar na origem da ação de execução agora distribuída foi intentada pelo Novo Banco depois de Luís Filipe Vieira ter anunciado, após ser detido em julho por diversos crimes económico-financeiros, que iria vender as suas ações na SAD do Benfica.

Além dos 227,3 milhões de euros, o grupo conta ainda com 160 milhões de euros em "empréstimos obrigacionistas" que, se não vierem a ser pagos, implicarão que o Novo Banco se torne acionista das empresas em causa, atualmente com capitais próprios negativos de cerca de 200 milhões de euros.

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