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O calvário de Ilda: arrastada, estrangulada, assassinada e... ignorada

O calvário de Ilda: arrastada, estrangulada, assassinada e... ignorada

Especialistas em violência doméstica criticam a atuação de entidades num caso de violência doméstica que culminou em homicídio.

Ilda Coelho foi vítima de violência doméstica ao longo de mais de 20 anos de casamento. O marido, António Maria Sousa, movido por ciúmes doentios, só lhe permitiu ter telemóvel quando o filho foi para a universidade e, quando a mulher emigrou para fugir dos insultos e agressões, forçava-a a fazer videochamadas de mais de quatro horas. Ilda ainda denunciou a violência do companheiro à médica de família e à GNR de Amarante, mas nada foi feito para a ajudar.

Com 50 anos, Ilda Coelho foi estrangulada, arrastada da sala até à adega da casa onde vivia e amarrada pelo pescoço a uma corrente presa ao teto que a manteve suspensa até que o seu cadáver fosse encontrado. António Maria Sousa, o homicida de 61 anos, também seria descoberto, enforcado numa árvore.