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Octávio Machado "magoado" com suspeitas de Rui Pinto

Octávio Machado "magoado" com suspeitas de Rui Pinto

Octávio Machado, diretor desportivo do Sporting à data do alegado ataque de Rui Pinto aos e-mails do clube, desabafou esta quarta-feira, em tribunal, que ficou "magoado" com as suspeitas sobre si do hacker autointitulado denunciante.

"Senti-me magoado quando tive a sensação de que alguém poderia suspeitar de que eu poderia fazer algo ilegal", afirmou, na 12.ª sessão do julgamento de Rui Pinto, em Lisboa, Octávio Machado.

O ex-dirigente foi um dos 19 elementos da estrutura leonina que terão tido, segundo o Ministério Público, a sua caixa de correio eletrónico invadida, em 2015, pelo gaiense, de 31 anos. O ataque terá visado a obtenção de documentos publicados, a partir de setembro do mesmo ano, no Football Leaks, site do qual Rui Pinto é o criador assumido.

Esta quarta-feira, Octávio Machado reconheceu apenas um documento que admite que possa ter passado pelo seu e-mail. Em causa está um acordo de compromisso para que o futebolista peruano Andre Carrillo aceitasse não jogar em mais nenhum clube em Portugal além do Sporting e que foi redigido no computador do ex-dirigente.

Octávio Machado não consegue, porém, precisar se o documento chegou a circular pela sua caixa de correio eletrónico. "Percebo pouco dessas coisas", justificou, adiantando que soube somente pela Polícia Judiciária (PJ) que o seu e-mail fora espiado.

Na sessão da manhã desta quarta-feira, testemunharam ainda Paulo Antunes da Silva, ex-administrador executivo da SAD leonina (2013-2015), e Rui Caeiro, administrador da mesma estrutura para as áreas comerciais entre 2013 e 2018.

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Este último identificou apenas um dos quatro documentos, publicados no Football Leaks, com que foi confrontado, e apenas por ter a sua assinatura. Questionado pela procuradora Marta Viegas, admitiu que é "muito provável" e "muito plausível" que esse contrato, relativo à transferência de um jogador para o clube inglês Southampton, tenha circulado pelo seu e-mail.

Rui Pinto está a ser julgado, em Lisboa, por 89 crimes informáticos e um de tentativa de extorsão. Na primeira sessão, a 4 de setembro de 2020, alegou ter feito tudo o que fez por "um bem maior".

O julgamento continua quarta-feira à tarde, com a inquirição de outras três testemunhas ligadas, em 2015, ao Sporting.

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