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Olga Ivanova concilia enfermagem com os tribunais

Olga Ivanova concilia enfermagem com os tribunais

Russa deu nas vistas ao tratar do seu próprio processo e passou a ser chamada para traduções em julgamentos. "Podiam pagar melhor", diz.

Quando, há mais de 15 anos, Olga Ivanova se mudou da Rússia para Portugal, tinha dois diplomas universitários na área da Saúde e muita dificuldade em falar e compreender português. O desejo de obter equivalência para poder exercer enfermagem em Viseu levou-a a aplicar-se na língua de Camões, mas as questões burocráticas levaram a que, quase por acaso, acabasse por ser obrigada a conciliar as aulas no Ensino Superior com a interpretação do seu idioma materno em tribunais da região.

Os primeiros trabalhos, conta Ivanova, de 52 anos, ao JN, surgiram no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Viseu, depois de um inspetor ter reconhecido que a imigrante, além de "aplicada" e "disciplinada", tinha sido capaz de resolver, em Lisboa, uma questão pendente no seu processo. Em dezembro de 2005, acompanhou-o a uma audiência em tribunal pela primeira vez e, a partir daí, passou a ser chamada quando é necessário um intérprete de russo, ou de uma língua similar, na região de Viseu.

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