Julgamento

Onda como a que atingiu estudantes no Meco "apaga" 90% das pessoas

Onda como a que atingiu estudantes no Meco "apaga" 90% das pessoas

Marco Bernardo, militar da marinha e nadador-salvador de profissão, testemunha esta segunda-feira no processo do Meco. Da experiência que tem em salvamento, diz que "90% perde a consciência perante a violência" de uma onda como aquela que atingiu os estudantes durante uma praxe mortal.

O advogado das famílias das vítimas do Meco ditou, contra a vontade dos advogados de João Gouveia e da Lusófona, a descrição do antigo Dux sobre o momento fatídico. Marco Bernardo disse nunca ter ouvido uma "história" assim.

"O mar no Meco no Inverno é muito violento e da experiência que tenho com ondas daquele tamanho, durante a noite, é impossível alguém ver outra pessoa dentro do mar ou ouvir pedido de socorro", disse o militar que foi formador de fuzileiros na Marinha.

João Gouveia defendeu que quando foram apanhados por uma onda ouviu gritos de socorro, tentou agarrar Carina dentro do mar, mas esta soltou-se e nunca perdeu consciência.

Para Marco Bernardo, é a primeira vez que ouviu alguém dizer que uma vítima de afogamento se soltou por duas vezes. "Uma pessoa em aflição nunca se solta, tem uma força incrível e agarra-se com todas as forças", argumentou.

"No salvamento aquático, nunca é recomendável aproximar de frente a uma pessoa em pânico, por isso temos as boias de três metros para que a vítima não se agarre a nós, nadadores-salvadores", acrescentou Marco Bernardo.

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