Espinho

Padrasto abusava de menina e a mãe consentia

Padrasto abusava de menina e a mãe consentia

Um homem residente em Espinho, acusado de abusar sexualmente de uma enteada menor, foi condenado pelo Tribunal da Feira a 15 anos de prisão. A mãe da criança, conhecedora dos abusos, foi condenada a cinco anos de cadeia, com pena suspensa.

O padrasto, de 44 anos, ex-funcionário de uma empresa têxtil, natural de Mafamude, Gaia, mas a residir numa freguesia de Espinho, foi condenado depois de o tribunal dar como provados 1016 crimes abuso sexual de criança e de abuso sexual de menor dependente, agravados. A menina tinha apenas seis anos quando os abusos começaram, em 2011. Soma-se o crime de violência doméstica sobre a menor em causa e um seu irmão, também menor. O padrasto terá de pagar uma indemnização de 20 mil euros à vítima.

Já a mãe da criança, uma ajudante de cozinha de 37 anos, natural de Espinho, foi condenada por dois crimes de abuso sexual de criança, agravado e por omissão, e a pagar dez mil euros à menina.

Sem poder paternal

Os arguidos foram ambos sujeitos a penas acessórias. Ele fica inibido de voltar a exercer o poder paternal e proibido de ter funções que impliquem contacto com menores durante 15 anos. Para além da inibição do poder paternal, a mulher também não poderá trabalhar com crianças. Foi-lhe igualmente vedado o contacto com os filhos nos próximos três anos.

O advogado que representou a vítima, Pedro Patrício, afirmou, ao JN, que o acórdão "reflete o que se passou em sede de julgamento". "Depois de efetuada uma leitura mais pormenorizada iremos decidir se recorremos, ao não", revelou. Pedro Patrício considerou, ainda, que a indemnização atribuída "está dentro do peticionado".

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