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Pai de Luís Giovani confirma mensagem sobre agressão ao filho

Pai de Luís Giovani confirma mensagem sobre agressão ao filho

O pai de Luís Giovani Rodrigues confirmou, esta segunda-feira, no Tribunal de Bragança, que o filho trocou mensagens com uma amiga na madrugada em que esteve envolvido num confronto na rua, a 21 de dezembro de 2019, nas quais referia ter estado numa briga e ter sido agredido na cabeça.

"Houve uma troca de mensagens no momento em que ocorreram as agressões. A amiga está nos Estados Unidos da América e o fuso horário bate certo. A mensagem [trocada pela rede social Viber] diz que ele levou uma pancada na cabeça", explicou Joaquim Rodrigues, pai de Giovani, aos jornalistas à saída da sessão do julgamento dos sete homens acusados em coautoria material de um crime de homicídio qualificado e de três crimes de ofensas à integridade física qualificada.

Num depoimento emocionado, Joaquim Rodrigues explicou ao tribunal o que representa perder um filho: "Eu estou destroçado, a mãe, a família e os amigos também. Perder um filho é uma dor imensurável. O Giovani é insubstituível".

Joaquim Rodrigues diz que sempre acreditou na versão da agressão, apesar de a autópsia ter sido inconclusiva, não apontando para o que terá provocado o traumatismo cranioencefálico que originou a morte a Giovani dias depois. Ainda durante a fase instrutória do processo, surgiu a versão (usada pela defesa dos arguidos) de que, na madrugada dos factos, Giovani teria tropeçado numas escadas próximas do local onde ocorreu a escaramuça, provocando o trauma.

"A amiga foi visitar a mãe do Giovani e disse-lhe que foi a última pessoa com quem o filho falou. A mãe do Giovani. Ela facultou a fotografia do ecrã. Em janeiro a comunicação social levantou a questão da queda e disse-me que tinha as mensagens em que o Giovani se referiu à pancada. Eu pedi para me enviar e fiz que chegasse a um advogado", descreveu Joaquim Rodrigues.

Reforçando a confiança na justiça, Joaquim Rodrigues considera que há provas em julgamento "de que a causa da morte foram as agressões".

A defesa pediu ao tribunal que as mensagens trocadas pelo Viber sejam avaliadas por um perito para testar a sua veracidade. "Apresentamos um requerimento ao Tribunal no sentido de nos facultar o contraditório relativamente à proveniência da mensagem. É preciso escalpelizar e averiguar se as mensagens podem ou não ter sido trocadas. Nós queremos apurar a verdade, referiu Ricardo Vara Cavaleiro, advogado de um dos arguidos.

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