Crime

Pai e madrasta de Valentina com medidas de segurança na cadeia

Pai e madrasta de Valentina com medidas de segurança na cadeia

Sandro e Márcia Bernardo, indiciados pela morte e ocultação de cadáver de Valentina, vão beneficiar de medidas adicionais de segurança e de vigilância reforçada nas cadeias onde ficaram em prisão preventiva.

Até esta quarta-feira, o pai e a madrasta da pequena Valentina, morta à pancada e por asfixia pelo progenitor em Peniche, estavam sob custódia da Polícia Judiciária, que os deteve no domingo.

Mas com a decisão do Tribunal de Instrução Criminal do Tribunal de Leiria de os colocar em prisão preventiva, Márcia foi levada para a cadeia feminina de Tires e Sandro para o Estabelecimento Prisional anexo à PJ de Lisboa. Durante 15 dias, vão ficar isolados dos outros reclusos devido ao período de quarentena a que a pandemia da covid-19 obriga.

Mas depois destas duas semanas, teme-se que o alarme social provocado na população pela morte de uma criança de 9 anos se alastre aos reclusos. Existem receios que tanto Márcia como Sandro possam ser alvo de represálias por parte de outros presos e por isso irão beneficiar de medidas adicionais de segurança.

Valentina foi agredida durante pelo menos quatro dias antes de morrer às mãos dos últimos violentos maus-tratos infligidos pelo pai, faz esta quarta-feira uma semana, em Peniche.

Pelo menos desde o domingo anterior que Valentina andava a ser agredida pelo pai. A autópsia revelou que a criança de nove anos tinha múltiplas lesões anteriores ao dia do crime, faz hoje precisamente uma semana. Foram várias pancadas em diversas partes do corpo, as quais o pai designava como "punições" e "correções".

Por estes factos o pai também foi acusado pelo crime de maus-tratos.

A madrasta terá contribuído para o clima de tensão entre pai e filha porque não queria aquela criança dentro de casa, onde já viviam os seus três filhos.