Sabrosa

Pedro Dias já não vai responder por furto do jipe usado na fuga

Pedro Dias já não vai responder por furto do jipe usado na fuga

O Tribunal de Sabrosa extinguiu, esta quarta-feira, o processo pelo qual Pedro Dias estava a ser julgado pelo crime de furto qualificado.

A proprietária do jipe desistiu da queixa depois da desqualificação do crime para furto de uso de veículos, dano e introdução de lugar vedado. A advogada Mónica Quintela revelou também que já interpôs recurso relativo ao acórdão do Tribunal da Guarda, que condenou o seu cliente a 25 anos de cadeia.

As declarações de Pedro Dias, que afirmou que apenas usou o veículo para a fuga, sem intenção de se apropriar dele, e do inspetor-chefe da PJ da Guarda no mesmo sentido, levaram o tribunal a optar pela desqualificação do crime.

Por se tratar de um crime de natureza semipública, dependia de queixa. A Quinta do Portal, proprietária do jipe, desistiu da queixa durante a sessão.

Veículo da fuga

O furto da viatura, um Land Rover Defender, terá acontecido a 24 de outubro de 2016. Segundo a acusação, Pedro Dias, agora com 46 anos, forçou o cadeado e a corrente que fechavam o portão principal da Quinta do Portal, situada em Celeirós. Terá depois fugido no jipe, que costumava ficar estacionado com a chave na ignição.

O veículo foi encontrado três dias depois do homicida se entregar, a 12 de novembro, num souto na localidade de Bustelo, na freguesia de Moldes, em Arouca. Estava a 1,8 quilómetros da casa dos pais de Pedro Dias. Foi apreendido pela PJ da Guarda, ao abrigo da investigação dos crimes de Aguiar da Beira.

No interior da viatura estavam umas sapatilhas, um serrote, carvão e lenha fina seca, uma trempe para fazer grelhados, uma espiga de milho e castanhas. A cerca de 20 metros do jipe, escondido na vegetação, foi encontrado um saco com toalhetes usados, embalagens de presunto e queijo fatiados, garrafas e pacotes de sumo vazios e um pacote de leite. A investigação permitiu confirmar a presença de impressões digitais e ADN do arguido no material apreendido e no jipe. A viatura, que já foi restituída ao proprietário, foi avaliada num "valor não inferior a 25 mil euros".

Recurso da condenação a 25 anos de prisão

A advogada de defesa de Pedro Dias disse, esta quarta-feira, que interpôs recurso do acórdão do Tribunal da Guarda que condenou o arguido à pena máxima de 25 anos de prisão por vários crimes cometidos em Aguiar da Beira. Mónica Quintela afirmou aos jornalistas que já interpôs recurso do acórdão do Tribunal da Guarda e explicou que, agora, o Ministério Público (MP) e os assistentes têm um prazo de 60 dias para se pronunciarem.

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