Julgamento

Pedrógão Grande: Bombeiros de Leiria consideram que se fez justiça

Pedrógão Grande: Bombeiros de Leiria consideram que se fez justiça

O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria considera que se fez justiça no processo para determinar eventuais responsabilidades criminais nos incêndios de Pedrógão Grande, com a absolvição do comandante dos Bombeiros Voluntários daquele município.

"Uma satisfação total, porque se fez justiça neste processo e não seria de esperar outra coisa", frisou Rui Rocha à agência Lusa, salientando que a absolvição de todos os arguidos "era a sua expectativa".

Augusto Arnaut, comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, era um dos 11 arguidos julgados no processo para determinar eventuais responsabilidades criminais nos incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017, que foram absolvidos pelo Tribunal Judicial de Leiria, esta terça-feira.

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Apesar da satisfação pelo desfecho do processo, o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria lamentou a morosidade do processo e a implicação na vida das pessoas, "neste caso do comandante Arnaut".

"Não deixo de lamentar todo este período de cinco anos, com uma incidência brutal na vida pessoal de um comandante, que é um bombeiro voluntário e que dá o melhor de si", sublinhou.

Para Rui Rocha, "não é aceitável" que estivessem estado envolvidos no incêndio outros comandantes de nível superior na hierarquia dos bombeiros e com outras responsabilidades e, de repente, o único culpado era o comandante Augusto Arnaut.

O coletivo de juízes do Tribunal Judicial de Leiria decidiu "julgar a pronúncia, a acusação e as acusações particulares totalmente improcedentes e não provadas, e absolver os arguidos da prática de todos os crimes".

Quanto aos pedidos de indemnização cível, o tribunal julgou-os totalmente improcedentes, absolvendo os arguidos e os demandados.

Em causa neste julgamento estavam crimes de homicídio por negligência e ofensa à integridade física por negligência, alguns dos quais graves. No processo, o Ministério Público contabilizou 63 mortos e 44 feridos quiseram procedimento criminal.

Os arguidos são o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, então responsável pelas operações de socorro, dois funcionários da antiga EDP Distribuição (atual E-REDES) e três da Ascendi, e os ex-presidentes das Câmaras de Castanheira de Pera e de Pedrógão Grande, Fernando Lopes e Valdemar Alves, respetivamente.

O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, também foi acusado, assim como o antigo vice-presidente da Câmara de Pedrógão Grande José Graça e a então responsável pelo Gabinete Florestal deste município, Margarida Gonçalves.

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