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"Pelos vistos", ministro da Defesa não pediu pareceres, corrige Marcelo

"Pelos vistos", ministro da Defesa não pediu pareceres, corrige Marcelo

O presidente da República admitiu ter-se precipitado quando disse que o ministro da Defesa se baseou em pareceres jurídicos para decidir não o informar das suspeitas de tráfico de diamantes nas Forças Armadas. "Pelos vistos", João Gomes Cravinho tomou a decisão "correta" sem recorrer a opiniões terceiras, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

"Pelos vistos, não foi preciso haver parecer pareceres jurídicos para o sr. ministro, apesar de não ser jurista, ter tido uma interpretação jurídica a meu ver correta", afirmou o chefe de Estado, esta sexta-feira, à saída da reunião do Infarmed, em Lisboa. E reforçou; "Pelos vistos, o erro é meu".

Marcelo explicou que "o essencial da segunda conversa telefónica" que teve com Gomes Cravinho sobre o tema lhe permitiu concluir que o ministro não o informou do caso por este estar sob investigação judicial e em segredo de justiça. A conversa ocorreu entre os dias 8 e 9 de novembro, quando o presidente se encontrava em Cabo Verde e o caso se tornou público.

"Qual é a pequena diferença? É que eu fiquei com a impressão de que o sr. ministro tinha tomado essa decisão na base de opiniões jurídicas. O sr. ministro esclareceu que não: foi de acordo com a sua interpretação jurídica, com a qual eu concordo", insistiu Marcelo.

"Portanto, o sr. ministro, apesar de não ser jurista e de não ter ouvido opiniões de juristas teve, a meu ver, a interpretação jurídica correta. É isso que importa aos portugueses", afirmou o presidente da República.

Bem-humorado e ladeado pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, Marcelo evocou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, para concluir: "Temos dois casos de quem não é jurista mas pensa como jurista".

Embora estivesse a sair da reunião do Infarmed, em que se discutiram as novas medidas de combate à pandemia, o chefe de Estado aceitou abordar o tema por temer que o seu silêncio fosse "mal interpretado".

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