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Pena de prisão para trio que fugiu à PSP no Porto em 2019

Pena de prisão para trio que fugiu à PSP no Porto em 2019

Quatro pessoas, apontadas como terem estado envolvidas em vários furtos a estabelecimentos de restauração em Espinho, Feira e Porto, foram sentenciadas, na tarde desta segunda-feira, a penas efetivas de prisão que variam entre os quatro anos e três meses e os oito anos e nove meses. Três dos arguidos fizeram parte de uma aparatosa fuga à PSP, no Porto, em 2019.

Os três homens e uma mulher viram o Tribunal de Espinho confirmar parte da acusação, tendo, no entanto, dado como não provado alguns crimes de furto de que eram suspeitos de terem efetuado em padarias, cafés e uma papelaria.

O juiz presidente do coletivo considerou que os arguidos, com idades entre os 27 e os 50 anos, todos toxicodependentes, levaram a efeito os furtos como forma de conseguirem dinheiro para comprarem droga.

A pena mais pesada, de oito anos e nove meses de prisão, foi para o condutor do veículo que, em outubro de 2019, se despistou contra um poste depois de ter fugido à PSP do Porto num carro furtado e de ter "efetuado diversas manobras de circulação em contramão e passagens com [semáforos] vermelhos".

Além dos crimes de furto na forma qualificada e simples, o arguido foi ainda condenado pelos crimes de condução perigosa e resistência e coação sobre funcionário (este último por ter tentado agredir um dos agentes que o tentou retirar da viatura sinistrada). Ficou também proibido de conduzir veículos motorizados pelo período de um ano.

Os outros dois ocupantes da viatura furtada, um homem e uma mulher, foram condenados a cinco anos e meio e quatro anos e três meses de prisão, respetivamente, por crimes de furto na forma consumada e tentada. O tribunal optou por condenar a mulher a pena efetiva, justificando que a mesma tem antecedentes criminais por crimes de furto e por ter falhado tratamentos anteriores relacionados com a toxicodependência.

Um quarto arguido foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão por um crime de roubo, 10 crimes de furto simples e falsificação de documento agravado. O processo contava com outra mulher que foi absolvida de todos os crimes de que estava acusada.

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