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Pena máxima para uma e liberdade para outra das mulheres acusadas de matar no Algarve

Pena máxima para uma e liberdade para outra das mulheres acusadas de matar no Algarve

Maria Malveiro foi condenada a 25 anos de prisão, pelo homicídio de Diogo Gonçalves, em 2020, no Algarve. A cúmplice, Mariana Fonseca, foi condenada a quatro anos de prisão, mas ficou em liberdade depois de não ter sido provado o crime de homicídio no seu caso.

Mariana aguarda em liberdade o trânsito em julgado do caso, uma vez que nenhum dos crimes a que foi condenada ser passível de prisão preventiva.

Tribunal de Portimão marcou para hoje a leitura do acórdão do caso das duas mulheres acusadas da morte de um homem em 2020, no Algarve, para quem a acusação pedia penas de prisão superiores a 20 anos.

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Mariana Fonseca, enfermeira, e Maria Malveiro, segurança, mantinham entre si uma relação amorosa na altura dos factos e estavam acusadas dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, acesso ilegítimo, burla informática, roubo simples e uso de veículo.

As mulheres eram suspeitas de terem matado Diogo Gonçalves, de 21 anos, com o intuito de se apoderarem de uma quantia de 70 mil euros que este tinha recebido de indemnização pela morte da mãe, atropelada em 2016, na zona de Albufeira.

O Ministério Público (MP) pediu uma pena de prisão superior a 20 anos para as duas arguidas, enquanto a defesa pediu a absolvição, alegando a inexistência de provas para uma condenação.

Durante as alegações finais, o procurador Miguel Teixeira defendeu uma "punição grave", com uma pena superior a 20 anos e muito próxima da pena máxima prevista no Código Penal (25 anos), por um crime que provocou alarme social e face à prova pericial, documental e testemunhal produzida em julgamento.

Já os advogados das duas mulheres pediram a absolvição das arguidas por entenderem que não existem provas que sustentem uma acusação, considerando que o tribunal não conseguiu provar as circunstâncias e a responsabilidade de cada uma das arguidas no crime.

*com Lusa

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