Caldas da Rainha

Pena máxima por esfaquear, atropelar e imolar pelo fogo amante de ex-namorado

Pena máxima por esfaquear, atropelar e imolar pelo fogo amante de ex-namorado

O Tribunal de Leiria condenou a 25 anos de prisão um homem de 31 anos que, movido por ciúmes, assassinou de forma brutal o amante do seu ex namorado numa cilada montada nos arredores das Caldas da Rainha, em abril do ano passado.

A vítima, Ricardo Porfírio, pensava que se ia encontrar com o seu namorado no dia em que completava 21 anos, mas acabou por se deparar com o ex companheiro deste, Vítor Santos. O Tribunal comprovou a tese da acusação. Ricardo foi vítima de um assassinato brutal. Foi esfaqueado no peito, atropelado várias vezes e horas depois, imolado debaixo da viatura. Ainda estava vivo.

No dia 15 de abril de 2018, Ricardo Porfírio combinou encontrar-se com o namorado Marco, nas Caldas da Rainha, para celebrar o aniversário. O arguido, apercebendo-se de tal combinação, passou-se por Marco no Whatsapp e combinou encontrar-se antes com Ricardo num terreno baldio.

Pelas 14 horas, a vítima estacionou o seu Fiat Punto junto num terreno na Rua da Ponte, Vale Coto, Caldas da Rainha. Assim que Vítor Santos o viu, desferiu-lhe uma facada no peito.

Ao tentar defender-se dessa facada, Ricardo provocou algumas escoriações no corpo do arguido, mas a facada deitou-o ao chão. "Não satisfeito, apesar de o malogrado Ricardo Porfírio estar a sofrer com a facada que levou, o arguido Vitor Santos, conduzindo o veículo do ofendido - enquanto Ricardo estava estendido no chão - passou várias vezes com o veículo por cima do corpo deste", foi provado.

O arguido abandonou o local, levando a chave do carro, o telemóvel e a carteira com os documentos da vítima. Abandonou os bens - o telemóvel numa sarjeta, a carteira no mato junto a uma escola e as chaves num riacho - e foi para casa.

Em casa tomou banho, lavou a roupa e saiu de casa. De seguida comprou um jerrican com gasolina e regressou ao local do crime, onde regou a vítima e o carro que estava por cima desta, tendo depois pegado fogo. Na autópsia, a traqueia da vítima tinha sinais de felugem, provando que Ricardo foi imolado em vida.

O plano não estava terminado. Pelas 19 horas, o arguido, utilizando a aplicação ImNotMe, enviou para o telemóvel de Marco Santos uma mensagem, fazendo-se passar pela vítima e na qual terminava o namoro, pedindo para não o procurar mais. O corpo foi encontrado no dia 23, quando as autoridades procuravam pelo desaparecido Ricardo e, no dia seguinte, Vítor foi detido.

Ricardo Porfírio, residia com a família na localidade da Branca, em Coruche e era para-quedista do exército, em Tancos. Pouco antes da morte, tinha tirado uma licença e ia passar o aniversário com o namorado nas Caldas da Rainha.

O arguido tentou em tribunal a absolvição, sem sucesso. Tal como em debate instrutório, disse que foi Marco quem assassinou Ricardo e criticou a PJ por não o investigar.

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