Ovar

Pena suspensa para homem que atingiu sobrinho com tiro

Pena suspensa para homem que atingiu sobrinho com tiro

O homem de 34 anos acusado de ter atingido a tiro um sobrinho menor, em 2019, em Ovar, foi condenado a 10 meses de prisão, com pena suspensa na sua execução. Tinha justificado em tribunal que se tratou de um acidente ocorrido quando tentava matar ratos.

O arguido estava pronunciado de um crime de ofensa à integridade física agravado, na forma consumada, por ter ferido o sobrinho no rosto com um tiro de uma arma de chumbos.

Facto que o tribunal deu como provado, condenando o arguido a uma pena de 10 meses, suspensa na sua aplicação por dois anos. Terá, ainda, que submeter-se a acompanhamento psiquiátrico e pagar uma indemnização de seis mil euros.

Os factos remontam a 29 de julho de 2019, quando dois sobrinhos menores se deslocaram, na companhia da mãe, a casa da avó para uma visita. No quarto da habitação, encontrava-se o tio das crianças, que terão tentado ir cumprimentar.

Na acusação, o Ministério Público (MP) afirmava que, após a entrada do sobrinho de sete anos, o arguido apontou-lhe a arma de chumbos à cabeça e efetuou um disparo que o atingiu na cara. A criança foi levada para o hospital, tendo sido mais tarde submetida a algumas intervenções para minimizar os danos causados pelo disparo.

Confrontado com os factos, o arguido disse em sessão de julgamento que a criança nunca entrou no quarto e que estava a disparar a arma, através de uma janela, para um balde de comida para porcos no exterior da casa. Nisto, surgiu a criança que, alega, foi atingida acidentalmente pelo disparo.

Negou, ainda, que o acontecimento estivesse relacionado com desentendimentos com a mãe dos sobrinhos.

"Disparei para um balde de comida para porcos, não sabia que as crianças estavam em casa da minha mãe. Estava a disparar em direção à comida para atingir uma ratazana, para matar os ratos que andam em casa", adiantou o homem, justificando-se com a ineficácia do veneno para ratos, que o terá levado a comprar a arma de pressão de ar.

Sobre o facto de não ter prestado qualquer auxílio à criança ferida, tendo-se mantido no quarto, disse que, depois do acontecimento, ficou "bloqueado".

O arguido estava acusado pelo Ministério Público do crime de homicídio qualificado, na forma tentada, mas, após a abertura de instrução, fase facultativa que visa avaliar se há indícios suficientes para levar uma pessoa acusada de um crime a julgamento, acabou por ver afastado este crime.

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