Porto

Penas de prisão suspensas por agressões no Hospital de São João

Penas de prisão suspensas por agressões no Hospital de São João

Foram condenados a penas de prisão, suspensas, os quatro homens acusados de agredir um enfermeiro, um assistente, um vigilante e um agente da PSP, em 2018, no Hospital de São João, no Porto.

Fernando, o doente, foi condenado a três anos de prisão. Terá ainda de se sujeitar a um programa de prevenção do alcoolismo e sujeitar-se a abstinência.

Daniel, filho do doente, foi condenado a um ano e três meses de prisão.

Jorge, mais velho, e Ricardo, que tentou atropelar agente da PSP, foram condenados a um ano de prisão.

Na leitura do acórdão, no Juízo Central Criminal do Porto, a presidente do coletivo de juízes exortou os arguidos a aproveitarem a oportunidade que o tribunal lhes deu ao suspender as penas e alertou que cumprirão prisão efetiva se desrespeitarem os planos que para eles forem traçados pelos serviços de reinserção social.

Na primeira sessão do julgamento, os arguidos tinham confessado integralmente e sem reservas todos os crimes, dizendo-se arrependidos. "É tudo verdade. Peço só desculpa. Estava diabético e um bocado bebido. Estou arrependido", confessou Fernando Cabreira, 40 anos.

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A 13 de fevereiro de 2018, os arguidos tinham estado numa festa familiar. Nessa noite, Fernando entrou em crise diabética, agravada pelo álcool. Como "há quatro ou cinco anos já tinha estado às portas da morte", os familiares acorreram todos ao hospital, onde viriam a causar um tumulto. "Estávamos todos alcoolizados", confirmou Daniel, 21 anos, filho de Fernando.

Segundo a acusação, já confirmada pelos arguidos, o enfermeiro da triagem chamou os seguranças por causa do barulho que o clã estava a causar. A família não gostou e Daniel começou a agredi-lo com murros. O pai e Jorge Maia, 48 anos, juntaram-se nas agressões. O enfermeiro ficou 28 dias de baixa por causa das lesões.

Um assistente operacional e um vigilante tentaram parar as agressões e foram agredidos por Fernando. Após a chegada de um agente da PSP, os ânimos serenaram e foram todos levados para fora das urgências. Já no exterior, Ricardo Maia, 28 anos, simulou uma pistola com os dedos, apontou-a ao polícia, e disse-lhe: "Vou-te dar um tiro na cabeça!". Ricardo meteu-se no carro e acelerou em direção ao agente com o intuito de o atropelar. O polícia teve de efetuar um disparo para o ar e só aí é que o arguido mudou a direção do veículo.

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