Prisão

"Perfeito para jogar xadrez". Rui Pinto diz que já não está em isolamento

"Perfeito para jogar xadrez". Rui Pinto diz que já não está em isolamento

O hacker Rui Pinto recorreu, novamente, ao Twitter, esta quinta-feira, desta vez para dizer que deixou de estar em "isolamento total" na prisão em que se encontra, junto às instalações da PJ em Lisboa, e que tem uma hora por dia para estar com outros reclusos a "jogar xadrez e ténis de mesa".

"Após meses de isolamento total, agora estou finalmente autorizado a passar uma hora por dia com um pequeno grupo de reclusos. Oportunidade perfeita para jogar xadrez e ténis de mesa", escrever o pirata informático na página do Twitter associada ao seu nome.

Rui Pinto tem recorrido àquela conta da rede social várias vezes nos últimos dias para atacar a justiça portuguesa. Na quarta-feira, criticou a equipa criada pela antiga Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, para investigar crimes no futebol, afirmando que as "motivações" desta foram "completamente desvirtuadas".

O hacker disse ainda que "dos 12 inquéritos nas mãos dessa equipa", "a esmagadora maioria encontra-se completamente estagnada". "Os poucos que funcionam a todo o gás dizem respeito à perseguição e criminalização dos denunciantes por parte dessas duas procuradoras", acrescentou, lembrando que as suas "denúncias e as revelações do Football Leaks não levaram à abertura de qualquer investigação em Portugal".

Na semana passada, Rui Pinto já tinha feito revelações sobre o caso BES, dizendo ter provas de um desvio de mais de 600 milhões, e o caso de Tancos, afirmando que "não é normal, que, num estado de direito, superiores hierárquicos condicionem a fluidez de um inquérito e prejudiquem a investigação apenas para não incomodar certas personalidades".

Rui Pinto foi detido em janeiro na Hungria e foi extraditado para Portugal em março, mantendo-se desde então em prisão preventiva. O colaborador do Football Leaks foi acusado pelo Ministério Público de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, sete deles agravados, um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão.

Além dos acessos ilegais aos servidores do Sporting e da Doyen Sports, fundo de investimento alvo da tentativa de extorsão, a acusação agora deduzida também abrange crimes envolvendo outros organismos.

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