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Pescoço é zona vermelha quando polícia usa a força

Pescoço é zona vermelha quando polícia usa a força

A colocação de um joelho no pescoço durante nove minutos para imobilizar um homem, como aconteceu em maio no caso que provocou a morte de George Floyd, em Minneapolis, Estados Unidos da América (EUA), ou o arrastamento pelos cabelos de uma manifestante, semelhante ao que sucedeu a uma enfermeira em Paris, França, são usos de técnicas de controlo e restrição proibidos às forças de segurança portuguesas.

Agentes da PSP ou militares da GNR estão igualmente impedidos de disparar balas reais em direção a um fugitivo, mesmo que este, como fez Rayshard Brooks, o americano morto por um polícia de Atlanta há pouco mais de um a semana, tenha roubado uma arma elétrica ao elemento policial.

César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, refere que "nunca os militares receberam formação para colocar o joelho no pescoço de um indivíduo para o imobilizar". "Em casos em que seja necessário recorrer a essa técnica, o joelho coloca-se no tronco", descreve o dirigente, que diz ainda que a manobra conhecida por "mata-leão" (braços envolvendo e apertando o pescoço do adversário até este desmaiar) não integra o manual da GNR.

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