Beja

Piloto e pais de passageira condenados por queda de avião

Piloto e pais de passageira condenados por queda de avião

Adolescente puxou comandos e ultraleve despenhou-se no aeródromo de Beja.

O Supremo Tribunal de Justiça acaba de condenar um piloto a pagar 10 695 euros de indemnização à família de uma rapariga de 14 anos, ferida na sequência de um acidente com um ultraleve, em Beja. O mesmo tribunal também condenou os pais da menor a pagar uma compensação de 2 414 euros ao piloto, que, tal como a jovem, sofreu ferimentos, devido à queda da aeronave, em 2015. "Os danos como que resultaram do concurso das duas condutas presumidamente culposas: do piloto e dos pais", frisam os juízes.

O acidente aconteceu ainda na fase em que a aeronave estava a preparar a descolagem. Sentada ao lado do piloto, a rapariga, que fazia o seu batismo de voo, puxou para si um dos dois comandos usados para pilotar o aparelho. Uma ação que fez com que o pequeno avião ficasse descontrolado e embatesse no chão. O impacto foi violento e causou ferimentos graves no piloto, de 66 anos, e na adolescente. As consequências só não foram mais trágicas, porque ambos foram retirados do interior do avião antes de este começar a arder.

Partes recorreram

Os pais da rapariga, que assistiram a tudo, consideraram que a culpa do acidente foi do piloto e exigiram a sua condenação em tribunal. O acusado negou responsabilidades e recorreu, de igual modo, à justiça para ser ressarcido pelos danos sofridos. A primeira sentença absolveu as duas partes que, insatisfeitas, recorreram para o Tribunal da Relação de Évora. Aqui, a decisão foi de condenar os pais e o piloto, o que agora foi confirmado pelo Supremo Tribunal.

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