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Pinho cria offshore para apagar rasto de dinheiro do BES

Pinho cria offshore para apagar rasto de dinheiro do BES

Ex-governante suspeito de ter recebido 3,7 milhões de euros daquele banco, para favorecer estratégias de Ricardo Salgado.

Manuel Pinho foi detido na terça-feira por suspeitas de crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais após ser interrogado no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), onde chegou pelo próprio pé. Para o Ministério Público (MP), existe perigo de fuga, já que o ex-ministro do Governo de José Sócrates não tem residência oficial em Portugal e beneficiará de uma grande capacidade financeira, com diversas contas em offshores. Uma delas, garante o MP, foi criada para apagar o rasto de 3,7 milhões de euros em luvas que Pinho terá recebido do BES. A mulher foi constituída arguida ontem.

O inquérito conhecido como "rendas excessivas da EDP" tem duas vertentes. Uma diz respeito à alegada corrupção de Pinho para favorecer a elétrica nacional, envolvendo os ex-administradores António Mexia e Manso Neto. A outra aponta para luvas pagas pelo extinto BES, então liderado por Ricardo Salgado. É nesta linha que surgiram factos novos com os quais o ex-governante foi confrontado. Alexandra Pinho, também convocada pelo MP, apresentou-se ontem à tarde no Campus da Justiça para ser interrogada pelo juiz Carlos Alexandre. Pinho remeteu para declarações que já prestara ao MP.

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